E finalmente chega o dia de visitar a casa.
Sebastian ao anoitecer, passa na casa de sua amada, ela por sua vez, anciosa e nervosa, por não saber o que vai acontecer, pede ao namorado cautela.
-Sara, verás que não há nada ali.
-Não Sebastian, tu verás que há algo ali.
-Tanto faz Sara, vamos logo, chega deste diálogo sem sentido algum.
Vão a pé, e no decorrer do caminho, tem um péssimo sentimento. O tempo não está amigável, relampejos no céu, neblina.
Sara aterroriza-se com tal coisa, mas seu namorado tenta acalma-la, em vão, ela sabe que algo irá acontecer e não errará.
Chegam ao local, tudo normal, sombrio como sempre. Sebastian abre o portão e entra, sente um arrepio em sua espinha dorsal, Sara percebe, mas nada fala. Pé ante pé os dois entram no terreno sombrio, ambos com aquela péssima sensação de algum observador. Sebastian, antes de entrar na casa corre os olhos á sua volta, para ter a certeza de sua segurança e de sua namorada.
-Sara, tinhas razão, não me sinto bem ao entrar aqui.
-E eu Sebastian, sinto um misto entre curiosidade e medo. A curiosidade trouxe o medo consigo hoje.
Continuam o caminho, não tão curto e nem longo do portão até a casa sombria. O silêncio reina. Chegam a casa e Sebastian, com muita cautela abre a porta e estranha o fato de ter sido tão fácil abri-la. Sara olha para o andar de cima, vê um vulto, pensa que é apenas fruto do seu medo – e imaginação -. Entram na casa com medo, ali era tudo estranho, móveis da época dos engenhos, porém nada destruído ou arruinado parecia que alguém cuidava do local, e ali morava. Agora sim se arrepiaram, como um local velho assim, sem ninguém poderia estar bem conservado?
Um pouco de poeira, que fez Sara espirrar, uma escadaria á frente do saguão, chão de madeira e bem polido, a direita uma bela sala de jantar, com um quadro de uma jovem moça, pintado à óleo, belos traços, um colar de pérolas, cabelo preso em um bem feito coque, vestido púrpura e uma doce expressão. Sebastian hipnotisa-se com tamanha beleza. Ao teto, um belo lustre, de prata e cristais. Ninguém diria que naquela casa, sombria, haveria tão belos móveis e esculturas, e o mais duvidoso, estavam bem conservados. A direita havia uma sala de estar, nobre como todo o resto, com uma lareira, um piano de cauda e um sofá de três lugares, uma mesa ao centro de tudo com uma pequena caixa, nenhum dos dois teve coragem de abri-la.
Subiram as escadas, juntos e com medo do que mais poderiam encontrar, alguns degraus rangiam, chegam ao segundo piso, de madeira como o outro. Um espaço grande e bem dividido, um tapete vermelho ao centro, papel de parede, algumas portas, resolveram abri-las, com medo Sara abre uma das portas que dá em um quarto e para sua surpresa, o quarto está em um estado oposto aos encontrado no andam de baixo, está imundo, arruinado pelo tempo, empoeirado, mesmo assim, a moça entra, e abre o guarda-roupa, encontra belos vestidos, em perfeito estado. Sara sente-se confusa, e vai atrás de Sebastian.
O qual se encontra no banheiro de mármore, do quarto ao lado.
-Sebastian, o que tu tens?
-Nada Sara, não posso mais observar meu reflexo no espelho?
-Perdão, mas estavas estranho.
Continuam a visita pela estranha casa, percebem que todo o segundo andar está mal conservado, temem que algo aconteça.
Sara vê que seu namorado não está normal, ela nada comenta, mas fica atenta a qualquer coisa suspeita. Ainda falta a eles o sótão, local mais temido. Procuram à entrada, Sebastian grita.
-Sara!
-Sebastian, onde estás?
-No sótão Sara, corra, saia daqui!
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o.o"
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