quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Predestinar
Mas minhas metáforas são complexas demais para apenas uma fase, não leia e não odeie. Compreenda que seus amigos não são exatamente seus amigos e que a hora certa nem sempre te faz feliz, seu estado vegetativo é o seu melhor estado e sua mãe é sua avó. São coisas assim que te fazem querer se matar, mas isso não vale a pena, perder toda sua herança por uma fase? Nunca!
Minha personalidade magnética não permite que eu me aproxime de metais estranhos e constrangedores, metais também são uma metáfora, mas é tu quem subentende.
Ocupar todos os dias da semana com sol e lua não lhe trará sorte alguma, o bem e o mal não são insuperáveis e inseparáveis. Somos uma bela ilustração dos desordeiros anti-heróis em nossos livros, nós somos blateradores.
E como tais, precisamos deste círculo imaginário fora dos pólos que nos prendem e nos revolucionam. Essa nudação merece uma prédica sem predicativo, sejamos diretos, ninguém mais agüenta esse vuco-vuco e essa mescla de horários em galego. São coisas incompreensíveis, metáforas ou você é tão ignorante quanto um presidente, parabéns;
Sua púrpura aura não é mais azul, houve uma mudança climática ou uma mudança histórica?
Ausência
Odeio essa ignorância previsível e a eterna procura de uma desculpa plausível. Mudamos para pior e minha paixão se chama Alice Liddell, talvez pela sua insanidade imprevisível e seus sonhos transcritos em conto. Esses amontoados de dias cansam a qualquer um que desenhe uma coleção de roupas, o que pensar no próximo minuto, como fazer isso em tecido e para quem fazer isso em papel.É bem mais fácil fingir ignorância e alegar não compreender nada do que ler e argumentar, contestar. As pessoas nunca gostam dos contestadores por eles um dia mandarão nelas ou talvez porque elas não gostem de quem desobedece regras típicas por simplesmente achar que algo pode ser melhor sem elas. Precisamos contestar, ir atrás de um coelho e criar um novo espaço dentro desta caverna. Etimologicamente contestação: debate, polêmica, negação.Negação de que? De um mundo sem ideologias criadas, apenas copiadas, em um mundo que se diz moderno mas a única coisa moderna a a imagem de algo velho.
[2]
A saudade que eu sinto é maior que a minha implosão emotiva de todo dia
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Ao seu pedido
Era por ti.
Eu tenho que admitir que, sou fechada a qualquer pessoa, não gosto de ninguém, até que se inicie um diálogo bem travado com tal pessoa, e que ela seja capaz de mudar meu conceito cego sobre sua capacidade intelectual e moral.
Desta vez não foi diferente, eu não suportava olhar para a cara dele, e tinha vontade de soltar um bom palavrão, ainda bem que uma tarde pode mudar a vida, com a minha tarde não foi diferente. Eu iniciei o diálogo por algumas semanas. E mudei meu conceito drasticamente. A mim era necessário um desfecho sem desfeita alguma e eu consegui.
Agora eu me sinto estúpida por tudo o que fiz e deixei de fazer, arrependo-me muito pela primeira impressão e pelo sentimento que deixei aflorar, como pode uma pessoa antes não representar nada e em pouco tempo tornar-se tão essencial em uma mísera vida?
Comigo não foi diferente, eu preciso dele tanto quanto eu preciso de música, é melhor não pensar em futuro algum, pois passado e futuro estão interligados e nenhum dos dois contribui para esta necessidade de estar perto todos os dias.
Se a saudade já é assim tão forte, o que será da trama em meses?
Eu preciso dele ao meu lado todos os dias, isto me faz falta.
[aquele que mantém a saudade]
terça-feira, 31 de julho de 2007
Metade
Aquela era a praça da meia hora, aquela estátua acima dele tinha apenas metade de um corpo – um busto -, o retrato bem falado de um meio herói, as pessoas não eram exatamente pessoas, elas eram algo indescritível.
Ele viu a ficção em forma de mendigo, ele viu a meia fome em forma de criança e ele viu a meia felicidade que nunca chegaria àquelas pessoas. Ele queria mudar isso ele queria ser inteiro, ele não queria ser o meio cara, queria ser o cara do qual todos falariam pelos seus bem feitos. Mas ele não poderia fazer tudo sozinho, ou então seria apenas uma parte do todo e ele queria ser inteiro. As pessoas passam correndo e a meia hora vai passando junto, só não pode correr porque não tem pernas e é apenas uma medida de tempo, e tempo era o que não faltava àquelas pessoas solitárias em cantos remotos de uma praça. O cara sentia toda a opressão situada ali, e quantas mais opressões existiriam pelas praças de meios bustos?
Ele nunca saberia exatamente, mas ele tinha a certeza que existiam outras meias pessoas sentadas embaixo de outros meio heróis, e estas também queriam o todo, e estas fariam algo por tudo, com tudo e para poucos. A minoria esquecida e sem emprego, a maioria do frio e da meia felicidade. Um pedaço de jornal voa e um meio sofredor nasce. É o destino afiado da ficção, é a realidade de um pedacinho de gente, é a meia utopia, é o desatar cordas.
A meia hora não é mais metade do tempo, o tempo não passa mais tão rápido, as idéias magoam e a hipótese de uma mãe retorna. Ele precisava contar para sua meia irmã, ele precisava pedir desculpas e precisava dela como todo. A meia hora já passou, as pessoas ainda passam e alguns sentimentos continuam intactos.
A ficção não é mais livro, não é filme, ela é presente em todas as praças de meia hora.
Ele agora foi ao futuro, foi buscar um outro destino, o meio herói cumpriu sua missão, ele fará parte do todo a cada meia hora.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
O espartilho que se perdeu
As pequenas esqueceram de suas sapatilhas
Caneta? O que é isso?
Pin Up’s eram a pornografia inocente
Antes da chegada da playboy que conseguiu vulgarizar tudo isso
Elas eram as rainhas da época de Marilyn Monroe
Elas usavam batom vermelho e ninguém as condenava por isso
O futuro é o mesmo de sete anos atrás
Nenhuma idéia mudou
E o fim do mundo ainda não chegou, mesmo sendo anunciado há séculos
A revolução das máquinas nunca deu as caras, esqueceram da revolução dos bichos
Nosso carro não voa desde a década passada
Nossos filhos não são plantados
E os filmes não tratam mais da realidade
Somos o mesmo futuro de sete anos atrás
A idéia continua viva, os homens fazem guerras
E não moramos no céu
Não conquistamos nem mesmo o interior da nossa própria terra
Não comemos pilhas muito menos pílulas
Estudamos e não digerimos a informação
Que ainda é a mesma desde sete anos atrás
A realidade não muda.
Não queira ser comandado por um robô
Não seja você mesmo, porque você é como os outros
Que acreditam em máquinas
Estúpida máquina de dinheiro
Que compra carros que não voam
E que destrói sorrisos que não puderam existir em sua própria mente
Contratos são os atuais sonetos
Poemas são discursos presidenciais
A assinatura é a digital, cortada pelo verbo
Todos assinam suas sinas, esperando o verbo
Mas o verbo não é pilha, não é pílula, e não tem motor
Não tem asas, não faz casas e não é o céu
O verbo ficou no passado de donas de casa
O verbo gostava de conhecer todas as pessoas da cidade
A cidade costumava ser pequena
O rio era o local de encontro, para mães fofoqueiras e crianças bagunceiras
Pais bancários, filhos empresários e o doutor era comunitário
Isso era o verbo, que não quer você que não sabe o que é fazer algo com as próprias mãos, que não seja a morte [verbo].
domingo, 22 de julho de 2007
Minha luta de boxe
E o medo não me foi nada
Eu não queria ser isso
E muito menos correr atrás de um sonho que não era meu
Eu amava meu melhor inimigo
E detestava ser contestada
Eu não vivi para viver
Eu não andei sem rumo
E eu não visitei quando deveria
Agora o que me resta?
O jogo da minha vida foi o começo da minha maior decepção
O melhor momento da minha vida eu achei imperfeito
No pior eu senti saudade do imperfeito
Buscando aquilo outra vez, sem mais desculpas ou monólogos.
O meu rancor é você
Eu nunca quero ser igual a você
Eu nunca mais quero sentir você
E pra sempre eu vou precisar de você
Como posso esquecer o tempo que ainda não passou?
Ou talvez o vestido mal passado que você usou
Quem será o que ao final da estória?
E porque você não é meu lápis?
Eu nunca serei a folha do meu desenho
Ou o rascunho mal feito
Eu só serei essa ali...
Aquela.
Que tem músicas sobre a própria vida
Que toma músicas como suas
E que não quer ser a outra
Mas acaba sendo o próprio espelho de uma pintura nada íntima
Tão íntima como uma escova de dente
E tão romântica como uma luta de boxe
Que droga de rancor você pôs em mim
sábado, 21 de julho de 2007
Até quando...?
O mundo só é vulgar porque todo o resto quer se achar esperto
Ninguém dá a mínima pra ti
Eu não ligo pro resto
É bom continuar fingindo que está tudo bem
É bom esconder aquilo...
Mas eles descobrem e eu faço mal.
Vai ser como todas as outras vezes e todos vamos esquecer
Até quando?
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Confusões
O parco parvo
O pastifício de prótons
O sedativo que seduz
O semibreve que é semideus
A última unidade do ultraje
A ufania do uivo
O tutor da tortura
O ato de lacrar um lacrau
A hecatombe humana
A mazela do materno
A máxima da miséria
O racionalismo sem raiva
O zodíaco sem zumbido
Desatinar um desacordo
A expressão de um extrato
O exvoto exuberante
O bioma bicolor
A fotocópia no frasco
A vida por um voto
O análogo sem analogia
A guerra da geração
O gracejo de gorar
E a forma de não se viver
terça-feira, 10 de julho de 2007
A minha porta
É apenas uma porta, uma mera passagem entre aqui e ali. A minha porta, a porta em que eu me achei cheia de segredos e mistérios. A porta que nunca abri e sempre tive curiosidade em saber o que havia do outro lado. Aqui e ali, e a única coisa que me separava neste misterioso ali era uma pequena porta. Desde pequena eu convivi com ela, e sempre e nunca queria abrir, se eu abrisse o que eu faria depois? Não seria mais meu segredo e eu não sonharia com tal mistério.
O enorme campo e a porta ao final, em um muro. Quando eu era pequena ficava imaginando se ela fora feita para anões de tão pequena, mas eu nunca soube. Poderiam ser anões e a porta me levaria ao bosque da Branca-De-Neve, eu sempre quis que isso fosse real, pois assim poderia passar a tarde tomando chá com a princesa e seus anões.
Eu sentava ali, e ficava a tarde toda sonhando como não sonham os adultos. [ponto]
Às vezes, eu imaginava se aquela seria a porta da Alice, sabe aquela Alice, no país das maravilhas. Ela me levaria a este mágico mundo de cartas e coelhos? Eu realmente quero que isto seja verdade. Na época em que sonhava com isso, era pequena e podia alimentar sonhos impossíveis, hoje cerca de dez anos depois, ainda não abri a porta e não perguntei a ninguém o que há por de trás dela, afinal eu ainda quero isto como meu segredo e ainda gosto de sonhar com meu mundo de Alice e princesas. A única diferença é que talvez hoje eu desenhe meus sonhos e também os escrevo.
Eu vou tirar uma foto da minha porta, a minha somente minha. E a colocarei aqui para que todos possam ver e talvez imaginar o meu mundo de Alice. [ponto]
Eu ainda serei uma boneca.
sábado, 7 de julho de 2007
[ponto]
Um dia sem dormir. [ponto]
Não há muito em que pensar não há mais nenhuma forma de agir.
Pânico. [ponto]
A respiração é pesada e há algumas páginas preenchidas, folhas do dicionário copiadas e desenhos bem acabados, orgulho. [ponto]
Amigos e tempo desperdiçados
Palavras lidas e bem compreendidas
Mágoas. [ponto]
Um novo tempo novas formas de encarar a mesma realidade
A terapia vai bem [ponto]
Até quando eu vou conseguir não demonstrar sentimento algum? Até quando eu vou conseguir acreditar que está tudo bem e que sempre passará?
Holly [ponto]
O era uma vez...
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Desabafo a minha Holly
Eu serei a eterna Holly e garotos são apenas garotos, eu cansei da maioria deles, de ir e vir. Não há nada sério entre ninguém e isso me cansa, de imaginar como seria, e nunca é.
A eterna Holly subordinada a espécie. Agora eu busco a eterna paz com a Holly em mim, e faço parte da tradição dos pentáculos. A poesia e a arte são meu ar, minha água e a minha vida - Meu Einhorn -. Ele também me matará ao final da trama?
Eu não quero mais passar uma noite fora, não quero mais ser uma garotinha mimada, eu não quero mais sofrer e ser pressionada. Eu quero poder desenhar e costurar o que é meu.
Eu sou a Holly. E ninguém pode encostar em mim, sou mais forte do que tudo, mas será que sou tão forte para aguentar a mim mesma?
Eu não quero filhos, não quero famílias, não quero nada. Eu quero ser um espectro!
Mãe, você jura que terá um tempo no sábado para mim?
E você, jura que amará a Holly em mim?
Eu juro que viverei uma trama dramática, pela minha Holly.
[ Eu tenho problemas, para escrever desta forma, não é possível ._. ]
quarta-feira, 27 de junho de 2007
A grande falta
I
Não é interessante estar desinteressada em tudo, alheia ao mundo. Livre demais para poder viver tranquilamente, perdendo meus melhores amigos e sentindo muita falta deles. Eu não sei se provoquei isso, mas agora isso me provoca e realmente, invoca algo de que eu não gosto.
Passei mais um dia medíocre, a única coisa boa de hoje foi ler Camões. Como já citei, mais um dia, medíocre e divertido como todos os demais, porém triste, eu não sei o que há mas não é bom. Meus olhos estavam cheios de água o dia todo e eu não chorei. Sou desumana demais para isso. Eu me sinto tão triste e não consigo demonstrar nada, muito menos fazer planos, eu não sei o que o futuro espera de mim, mas eu no momento não espero futuro algum.
Eu olho um reflexo ao espelho e percebo que eu sou o espelho, mas o que sou eu para ele? Apenas uma imagem distorcida de uma típica urbana, que não pode ser lenda.
Eu não compreendo este período, e tive muitos iguais, a psicologia que conheço não admite que eu assim me sinta, mas é um fato, eu estou diferente. Eu sou diferente.
Uma imagem distorcida de si mesma.
Isso não sai dos meus pensamentos, e eu ainda não consigo chorar.
Não posso distinguir o certo do errado, é tudo igual e tão desigual. Mas eles não possuem uma imagem distorcida ao espelho.
Eu sinto tanta falta dos meus amigos.
II
Enquanto não tinha nada para pensar ou fazer resolvi me auto analizar. Eu tenho perfil de uma psicopata ou talvez uma serial Killer.
Foi estranho chegar a esta conclusão, mas é a real.
terça-feira, 26 de junho de 2007
Ame conheça perdoe
Foram estas as palavras que me motivaram a escrever hoje, amar pelo fato de que, eu não conheço a maioria dos amores deste mundo, conheço apenas dois: "amor família" e "amor amigo", os quais comandam minha vida. Posso nunca ter tido vontade de ter o amor paixão ou qualquer outra forma do verbo amar, mas os únicos que conheço fazem minha vida melhor, fazem-na o que é do sempre ao infinito. Sim, eu sei que o infinito pode não existir quando tratamos de verbos, mas quando se ama incondicionalmente, não é importante o que há e muito menos o que não há. Existe apenas a felicidade pelo amor e acredita-se ser para sempre - onde a morte separa e o tempo não cura-.
Conhecer, pois quando conhecemos é porque amamos, respeitamos e compreendemos. Quem conhece ama, eu amo meus pais e sei com quem andam e o que fazem, eles sabem o que faço e com quem ando. Eu me conheço o suficiente para dizer: eu tenho amor. É necessário compreender os desejos de seu melhor amigo, para não magoá-lo por talvez não acreditar em tal desejo, não dizer nada amargo aos ouvidos do sonhador.
É necessário perdoar pois somos humanos e erramos, não uma, mas centenas de vezes. Arriscaria dizer várias vezes ao dia, afinal quem nunca andou de ônibus e não cedeu seu lugar a alguma pessoa idosa ou alguma gestante. Isso é errar e para todo erro é necessário o perdão. Há erros leves e pecados, é preciso saber como lidar com ambos, pois um dia seus filhos errarão e tu pecarás. Eu errei e não soube me perdoar.
Quando se ama se conhece e se perdoa. Se não conhece, não é possível perdoar. Como poderei saber se seu erro foi grave se não o conheço?
Quando não se perdoa, perde-se um pouco do amor, da compaixão e da própria compreensão.
Agora eu gostaria de implantar uma nova campanha para um mundo não tão cruel:
" Ame, conheça e perdoe"
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Equilíbrio
Quanto tempo sem escrever, e tive boas idéias neste meio período, confesso.
O paganismo tem ocupado boa parte do meu tempo, e meu time do coração perdeu o jogo mais importante do ano. De que me valeu a semana afinal? Agora sem mais demoras, vamos ao tão necessitado texto.
O corpo em equilíbrio com a mente, é o que todo ser humano busca e o que somente uma pequena parcela encontra - atinge -. Eu busco este equilíbrio tão necessitado, e o busco da mais bela e pura forma possível, o meu âmago implora pela natureza e eu imploro por vida - por buscar demais a morte -.
Minha agenda é enfeitada demais, ela não é equilibrada, há datas importantes; sejam elas comemorativas, provas, trabalhos, amores, passado e futuro. O que desejas encontrar? Diga-me o dia e o mês, posso assegurar a ti que em minha agenda estará marcada sua tão esperada data.
O meu equilíbrio é a lua.
Eu sinceramente gostaria de dormir fora de casa, ou talvez deixar a janela aberta ao dormir, e senti-la em meus sonhos, sentir a leve brisa em meu rosto. Dizer ao mundo o quanto a amo e o quanto ela diz a mim. Ela pode me descrever o mundo sem falar, não pense que sou louca, mas a natureza me compreende muito mais do que qualquer ser humano - com exceção talvez à minha psicóloga, aliás, minha conversa desta semana com ela foi ótima -. Eu poderia passar o ano reescrevendo aqui minhas observações sobre a lua, eu gostaria de demonstrar aos outros todas as suas fases e todas as suas canções. Tão grandioso astro que comanda corações, pulsos, respirações profundas e que arranca suspiros de apaixonados. Que comanda o bem, o mal. Que o faz efêmero ou curado, um feliz deprimido. Lua que vive de contradições. Minhas contradições, minhas lutas e minhas utopias. Meus ritos, seus mitos e a nossa história.
Quem nunca viveu para a lua?
terça-feira, 19 de junho de 2007
Saudades do Rio Grande
A garota já crescida sente saudade deste tempo e pede para imaginar figuras nas nuvens mais uma vez, naquele imenso céu azul do Rio grande.
Ela realmente sente saudade dos belos pampas do Rio grande...
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Fraca memória
Excelentes livros e gigantescas obras arquitetônicas teriam sido feitos se, todas as pessoas tivessem algo conectado à sua mente quando não tinham nenhum papel por perto. Sempre quero escrever ou desenhar quando não posso e nos lugares mais improváveis, é um mal secreto, gostar do perigo. Quem nunca sonhou em construir uma ponte para ter o prazer de derrubá-la? Ou talvez escrever um livro com a intenção de queimar todos os exemplares, todos, nem ao menos deixar o original para contar história - literalmente -. E após a queima guardar as cinzas com a intenção de alguém futuramente escrever algo sobre esse episódio. Ou talvez para que isso seja notícia de notícia, minha fértil imaginação já trabalha:
“Louca queima todos os exemplares de seu próprio livro" ou “Tivemos a chance de ler um dos melhores livros de nossa época, mas ela os queimou, a todos". Como se mata o amor eu mataria livros pelo simples prazer de ter a informação toda para mim, pela aventura de tê-la, por não poder tê-la.
Mas enquanto não posso (e não devo) fazer isto devo me contentar a ter excelentes idéias para frases, textos, obras arquitetônicas e simples traços, e não poder lembrar de nenhum deles.
Sou humana e como tal, tenho lapsos de memória. Eu gostaria de lembrar em que pensei ontem à noite.
sábado, 16 de junho de 2007
O sonho
às vezes, desistimos de sonhos, é necessário. A mim a arte da vida nunca será tão boa quanto a arte de descrevê-la.
domingo, 3 de junho de 2007
Tu nunca és
Não compreendo porque nunca saio deste assunto, mas eu não suporto mais ser gorda e não consigo parar.
[Sem mais comentários]
O não entendimento bate à porta:
- Seu ódio, o prazer é seu; posso entrar?
Tu não sabes o que dizer então permite que a sua metade medíocre prevaleça.
-Entre, eu sou você afinal... ou você sou eu?
Assim sucedem-se dias, tardes e noites, com mentiras, festas, um trago aqui, um copinho ali.
Nada lhe faz mal, você não enxergaria mesmo, seu lado medíocre ganha força.
A cada não que sai da tua boca, a cada palavra não verdadeira, a cada pensamento mau-dirigido.
Tu queres ser para sempre assim? Ou melhor, para sempre não, afinal, nada é para sempre e o fim chega bem antes das suas expectativas de vida fracassadas.
- Prazer, eu sou seu fim, posso entrar?
Talvez não haja mais lugar para ele, já bateram em sua porta todas as coisas ruins do "mundo" tu como ser não-pensante (e medíocre, ou mediano se preferir), aceitou todos estes não-valores.
Agora há espaço em seu lar para o fim? E para o começo, já houve um dia?
Nós somos continuações, nunca somos ou seremos nós próprios. Viemos de pais, mães, avós, sobrenomes e famílias. O que eles fizeram um dia talvez, tenha consequências em ti, em seus filhos.
São ramos e ossos do ofício. É o belo tempo de consequências, sempre foi. Nós nunca somos solitários, nem para pensar, não pensar ou escrever. Há sempre algo atormentando, calando e fazendo-lhe feliz, talvez.
Tu não és, eu não sou, ninguém é. Somos todos ramos interligados pela estupidez desumana.
sábado, 2 de junho de 2007
Garota LV
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Diga olá aos meus 30 anos
O não exemplo. -Prazer. Percebi que não é nada interessante ter sua vida planejada para os próximos 30 anos. Talvez -leia bem o talvez-, eu queira casar, ter filhos estas coisas normais, talvez não, como venho planejado à tempos, em verdade, eu ainda quero a morte, nada mais me leva ao transcendental, somente ela - morte -, estranho...
É hora de rasgar minhas metas, agendas e planilhas.
Nada mais pacato a ser feito, só o amar, este ainda me serve - de uma forma que não se usa -.
Chega de métodos, como eu sou um ser contraditório, eu arrisco mais do que ninguém que jamais conheci, eu não tenho "papas na língua", e ainda assim tenho uma vidinha de futura estudante de medicina planejada. Meus pais não acham isso certo, eu devo aproveitar a vida, mas eu já a aproveitei demais até para uma única pessoa, às vezes eu me pergunto se, há algo mais para fazer que não seja pacato. Um dia ainda, eu vou me compreender.
-Por que tu fazes isso minha querida?
-Eu só quero comprar bolsas
Esse é o diálogo entre eu e todos; não todos, mas a maioria.
Eu não sei mais o que fazer e escrevo por tédio, eu não tenho mais o que ler de minha autora preferida - e minha paixão platónica -, eu realmente casaria com aquela mulher.
E o que não vale a pena nesta vida?
quarta-feira, 30 de maio de 2007
She's only a broken down angel
Eu pensei, e como sempre cheguei a uma conclusão estranha, a mesma de sempre por sinal, eu não mereço.
Eu faço mau a muitas pessoas, ou agora, é normal desejar a morte?
Eu sempre tive uma quedinha por ela, devo admitir, a morte sempre me encantou, com suas mentiras, propostas, seu jeito...
A morte me atrai. Estranho não? Mas não era por isso que resolvi escrever, venho aqui -escrever -, para dizer que eu resolvi matar a velha Haika.
Adeus para velha senhorita, sim. Eu serei nova, por todos aqueles que fiz mau ao longo destes anos, nossa... e quantos anos, eu não merecia tanto. Enfim, eu mudarei e pra melhor, com esta mudança eu desejo encontrar a morte, ah como eu a quero. Ela me fascina.
Sabes porque decidi mudar de verdade? Alguém me disse: "Now she’s only a broken down angel she’s only a bird that’s broke her wing, she’s only someone, somone who’s gone wrong, she’s only a child that’s lost her way". O que mais me motivou foi quem disse isto a mim.
Isso é um bom motivo para reformar sua vida. Eu devo admitir que não sou normal, e eu realmente perdi um pouco do meu caminho, e eu gostava - talvez goste, ainda- disto, é tudo culpa do "glamour" do rock.
Ele me levou, eu aceitei. Agora, volte aos seus sonho buscar a morte, enquanto eu mudo, dê-me um ano para que isto aconteça, é tudo o que preciso.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Perdoem-me se músicas lembram amigos que se foram
É complicado estar assim, ou melhor não estar, como é possível que isso aconteça comigo?
Sem respostas, por isso escutarei baladinhas do metal e lembrarei dos meus amigos, aqueles que nem "oi" dirigem a mim. Tudo bem.
Minha vida foi sempre essa drama estúpido, porque motivo afinal agora seria diferente?
Eu preciso mudar, eu farei algo pra que isso melhore, não quero passar horas contando a uma doutora o que ocorre em minha semana, muito menos brigar com quem amo. Eu estou errada, estive errando este tempo todo, por simplesmente não ter tempo para perceber o quão estúpida podia ser.
Eu quero mudar, e agradeço que tu entendas.
Eu preciso renovar minha lista de amigos, exceções? Claro, as melhores amigas do mundo.
Sempre temos exceções, e estas amigas, eu nunca quero trocar...
Ainda assim preciso rever o conceito de amizade, rever o conceito de não gostar e odiar.
Creio que isso eu posso mudar, há diferenças claras entre o que quero e o que não quero. O problema é que, eu não vejo a claridade, nunca gostei dela. Também preciso mudar. Será melhor...
Rever conceitos.
Escrever a vida e ler a morte, é o necessário a mim.
terça-feira, 15 de maio de 2007
As tipicas meninas
As mais belas fotos, as melhores amigas do mundo, creio que, não há do que reclamar.
Comemos, bebemos e conversamos sobre coisas úteis - a nós -, admiramos bolsas de marcas famosas e apresentamos trabalhos escolares perfeitos, tudo nos vem sem muito esforço, e isso valerá em um futuro não muito distante?
Nós nos transfiguramos em grifes e sapatos, onde foi parar a noção de mundo? Aqui mesmo eu vo-lhos digo, não pense que somos fúteis, somos legais e vivemos bem apenas - temos casa comida e roupa lavada -, nós não somos a cor do cabelo ou a bolsa que usamos muito menos o tênis que calçamos, nós somos mulheres-meninas e meninas-mulheres, usamos aquilo que nos convêm, por hora meninas mulheres. As típicas colegiais, cercadas por sua tecnologia de comunicação.
Pegamos as coisas no ar e logo repassamos a informação à nossa "bést", aqui é assim que nos referimos a nossa melhor amiga - companheira de crime, subentenda -, a informação que aqui é codificada permanece aqui, nada sai do grupo.
Passamos terdes engordando e rindo, de travessuras e dramas do nosso cotidiano, nós dançamos a nossa música e cantamos, sem ao menos saber cantar.
[Obrigada Bésts.
That's hot! Like us, or... Paris and Nicole]
sábado, 12 de maio de 2007
Até o sol nascer
Porque diabos não podemos voltar aos anos 80?
Sem sombra de dúvida seria a época perfeita, a mim ao menos. Discotecas, cabelos toda aquela parafernalha antiga, e a melhor música surgiria então. Ah, como eu amaria ter uma máquina que voltasse no tempo, aos 80 por favor!
[Sem mais comentários]
Dance até o sol nascer, não se importe com a lama, suor ou tempo. Chuva ou sol escaldante, dance sem se importar.
-Você está bem garota?
-Não importa o que tu penses, é a boa vida
-Isso lá é forma de dançar?
-Isso lá é jeito de se falar?
- Não importa como eu falo, e sim como tu danças
-O importante é sentir a batida, e dançar.
Assim será por toda sua vida, você lembrará bem, é a música do momento, sinta e dance como se o sol não fosse nascer, dance como se fosse sua última dança, dance como quem não tomou nada ou tomou demais.
Sinta aquilo, faça disso único, até o sol nascer, até que tu tenhas que voltar e lembrar, cada uma será única, dance e chame o sol.
Ao fanatismo religioso
Não é necessário que tu pegues a igreja, sê fiel a ti próprio. O que mais me irrita nesta situação toda é o fanatismo, por que tantas pessoas vão idolatrar um único homem? Diga-me o porquê de tanto fanatismo. Existe mesmo a cura em deus? Ou é apenas algo da mente humana? Diga-me, afinal a fé em si já é fruto da mente humana, seu psicológico é maior do que seu deus, e é sua mente que o cria. Eu queria afirmar isto, mas fanáticos religiosos se colocariam contra tal idéia.
Tu ainda achas necessário ter tantos santos? Tu nem sabe o significado de cada um deles, não sabes a finalidade de um santo, e ainda quer mais.
Chega de clichês, concordemos que a igreja católica não é das melhores, tudo bem que as pessoas se reúnem pela “paz da igreja”, o que as torna menos violentas, mas também consideremos que podemos fazer muito bem isto por nós mesmos, por um mundo sem fanatismo.
Creia em ti apenas, mas cuidado por a criatividade humana é maravilhosa.
terça-feira, 8 de maio de 2007
Pare ser de me torturar
Eu lhe peço, pare, ou será pior para você. Eu estou bem, quem se acaba é você, a obcecada aqui é você.
Sacas?
Eu a amo mesmo assim
(?)
segunda-feira, 7 de maio de 2007
O tal
A pior pessoa do mundo faz coisas de mais
Por ela e pelos outros, por querer ser melhor, erra, por tentar, erra. A pior pessoa do mundo apenas erra.
Eu, a pior pessoa do mundo. O prazer é seu, por conhecer tão sem alma e estranho ser - por não ser -.
Ela jura que tenta, e consegue, para o bem dela - o não bem -, para o mau dos outros - nunca foi isso o que ela quis -, acontece simplesmente.
É o tempo de viver consequências, chorar amores, descasos, complicações, a não consciência.
É este, o tempo em que ela tem coragem e arrisca tudo o que quer.
É este o tempo em que ela vira noites, copos.
É este o tempo em que ela é boa, por ser legal, simpática e má.
É este o tempo em que tu a conhece.
E nunca esquece
Nunca esquece, deste tempo.
É este o tempo em que ela melhora - por estar ruim -.
Por melhorar, aproveita.
E tu a conhece...
sábado, 5 de maio de 2007
Música
Cyndi Lauper
Eu chego em casa de manhã cedo
Minha mãe me diz-Quando é que você vai viver decentemente?Oh,mamãe querida,nós não somos as afortunadas
E as garotas querem só se divertir
Oh, as garotas querem só se divertir
O telefone toca no meio da noite
Meu pai grita:O que você vai fazer da sua vida?
Oh, papai querido,você sabe que ainda é o número um
Mas as garotas querem só se divertir
Oh, as garotas querem só se divertir
É isso que elas realmente querem
Se divertir
Quando o dia de trabalho termina
As garotas - elas querem só se divertir
Oh, as garotas querem só se divertir
Alguns caras ficam com uma garota linda
E a escondem do resto do mundo
Eu só quero poder andar sob a luz do sol
Oh, as garotas querem só se divertir
Oh, as garotas querem só se divertir
É isso que elas realmente querem
Se divertir
Quando o dia de trabalho termina
As garotas - elas querem só se divertir
Oh, as garotas querem só se divertir
Querem se divertir,
Querem se divertir...
quarta-feira, 2 de maio de 2007
A princesa caiu da torre
A garota cresceu,tornou-se mulher, há cerca de dois anos, e como mulher, tornou-se estúpida e foi trocada várias vezes.Por que trocou.
Ela sempre esteve lá, e sempre ia embora -sozinha-. Ela não queria mais isso, porém algo escondeu-lhe a verdade, ela nunca pode ver, a mulher cresceu mais um pouco.
Tornou-se muda, ninguém compreendia o que se passava em sua conturbada mente, seus pensamentos eram perigosos e seus olhos demonstravam o quanto ela odiava algumas pessoas.
Tão comuns, logo agora que tu mudara, ela tinha que descobrir a verdade. Seu coração finalmente palpitara, ela sorriu -como a mulher que há tempos se tornara-, o riso foi-se assim como ela sempre ia. Ela não gostou do que sentiu, seu coração voltou a ser frio como outrora, ela compreende que é melhor congelar o sentimento, assim seu coração permanecerá intacto -como fora-, ela gosta de se torturar, ela gosta de auto-aprisionar. Deixem que ela viva assim, ela não vos incomoda, deixem-na.
Sempre ela vos disse: me amem ou me odeiem, libertem-na desta pequena cela de não amar.
Como sempre a história prossegue, ela tentará esquecer desde triste episódio em sua jornada.
Ela caminha pelo nada com ninguém, assim ao menos ela se mantém desumana.
-Como sempre fora-
Caso tu consigas arrancar-lhe uma lágrima, avisa-me, pois eu saberei que tu realmente és a pessoa mais forte do mundo, nada consegue descongelar aquele sentimento desesperado de dentro dela por muito tempo.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Finalmente,analogia
1. Ponto de semelhança entre coisas diferentes; 2. Semelhança, similitude, parecença;
Analogia diária, em termos matemáticos, em termos lingüísticos. Convivemos com a analogia, entretanto, sabemos que vivemos com/a tal analogia?
Aliás, essas perguntas vêm a mim, sei o significado literal de analogia: semelhança entre coisas diferentes. Mas apenas isso sei, e entendi que não tenho idéia do que seja analogia, poderia pesquisar nestes sites de fácil busca, porém conseguiria eu e meu lento pensamento entender tal palavra?
A - Semelhança entre duas coisas de origens distintas; então queijo com goiabada é uma analogia? Coisas um tanto quanto absurdas passam por minha cabeça sem lógica,
meu rosto demonstra a curiosidade humana. E claro, aquele ar indiscutível que não se pode nada entender. Continuando meu não-raciocínio, acho que se analogias são coisas diferentes em origem, devem completar-se. Assim nos diz o “povel”: coisas/personalidades opostas se atraem a física também nos diz isso, corpos com cargas opostas se atraem então a analogia é algo em que encontramos cargas opostas, seria a analogia algo perfeito? Ou qualquer expressão que chegue perto de demonstrar meu não-pensamento? A analogia é algo de semelhante entre coisas diferentes, se é algo semelhante, essas coisas irão ter uma boa ligação/um bom relacionamento?É meu não-pensamento é mais atrapalhado do que a palavra analogia. Cada indivíduo que tire suas conclusões e boa sorte, pois eu não consegui tirar as minhas.
Dê-me um nome

Eu não vos quis um dia
Eu não vos pedi compreensão
Eu calei e quando me viraram as costas, eu chorei.
Tirei aquilo que não queria
Tudo o que me deram
Ao amor e ao ódio brindemos
Devolvam meu nome – eu vos peço agora,sem voz -
Aquele que não tive ou se perdeu em algum copo
Aquele pelo qual nunca fui chamada
Aquele nome...
Dê-me o nome, escreva-o na lápide.
Aqui jaz alguém cujo nome não pode ser lembrado
Aqui jaz alguma alma perdida pelas tentativas de acertar
Aqui jaz alguém com medo de acreditar
Aqui jaz alguém que sabe o que há depois
Aqui jaz a pessoa que nunca vos falou por medo
E agora, levará com ela o segredo de não viver
De amar pelo ódio e se encontrar na dor
Aqui jaz qualquer uma
Cujo nome nós perdemos
E não queremos lembrar

terça-feira, 10 de abril de 2007
Contradições
Mentira, estas grandes garotas, que tem o mundo em suas mãos choram, e muito, mais até do que as garotas no sendo comum, mas grandes garotas não permitem que o mundo saiba de sua dor e seu choro, pois elas o fazem em silêncio. Aos olhos do normal, tudo bem, elas são poderosas - grandes garotas -, pessoas poderosas não podem ser normais e devem se apresentar como heróis, pois a humanidade precisa de heróis e heroínas para viver, espelhar-se e aprender como não chorar.
Mas não se é possível não chorar, podemos esconder o choro, pensando bem não podemos por isso não somos heróis e sim pessoas comuns.
Parabéns a grande garota que leva o mundo nas mãos, à ela minha admiração, pois aguentar a poluição, guerra e sofrimento sem demonstrar sentimentos, é uma tarefa das mais temidas, e heróis conseguem isto.
[Ao comum]
Todos querem se tornar grandes, grandes querem se tornar comuns, grandes garotas pedem grandes garotos. E estes existem? nenhuma grande garota teve tempo de procurar um grande garoto e se apaixonar por ele. Então não é legal ser uma grande garota em um mundo de contradições. O que é preciso para ser grande? E garota?
domingo, 8 de abril de 2007
A confusão
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Sentir-se assim
Venha para mim, por qualquer caminho que não goste de trilhar, não me encontre cheia, eu não suporto assim me olhar. O espelho mente, é certo, então venha, mas demore para chegar, eu não quero me apresentar assim, eu quero que você goste um pouco de mim, um pouco - como nunca ninguém disse antes -.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Grifem no texto o que nunca fizeram e encontrem aí um amor proibido. Um dor melhores amores que se pode ter, proibido, incerto e duvidoso, que se torna divertido, o melhor e ambicioso.
Pensemos em algo melhor, a garota não merece amar, mas acontece, até com as piores pessoas, pode ter chegado à hora dela. A hora errada, com a pessoa certa, e ao meio disso a namorada estrambelhada.
Pode ser uma paixãozinha, dessas que não se consegue em qualquer conversa, nem na primeira ida à cama, mas com o convívio ambicioso de quem vive todo dia um drama.
O drama de quem gosta sem falar, que olha e age sem pensar. E por não pensar, um dia sentirá toda conseqüência de quem por gostar ficou na incerteza.
O não ter atrai mais do que estar livre, quem se importa com o estar desimpedido? O importante é gostar do ser querido, é ter algo pra comentar futuramente, quando estiver naquela tarde de tédio eminente, sem nada a fazer onde então, surge a conversa: lembra de quando almejava me ter?
Assim poderá ser nada pode impedir, compromissos não são eternos, à vontade, essa não. E continuará para sempre, desde que haja ambição.
sexta-feira, 30 de março de 2007
Continuação [1]
Sebastian ao anoitecer, passa na casa de sua amada, ela por sua vez, anciosa e nervosa, por não saber o que vai acontecer, pede ao namorado cautela.
-Sara, verás que não há nada ali.
-Não Sebastian, tu verás que há algo ali.
-Tanto faz Sara, vamos logo, chega deste diálogo sem sentido algum.
Vão a pé, e no decorrer do caminho, tem um péssimo sentimento. O tempo não está amigável, relampejos no céu, neblina.
Sara aterroriza-se com tal coisa, mas seu namorado tenta acalma-la, em vão, ela sabe que algo irá acontecer e não errará.
Chegam ao local, tudo normal, sombrio como sempre. Sebastian abre o portão e entra, sente um arrepio em sua espinha dorsal, Sara percebe, mas nada fala. Pé ante pé os dois entram no terreno sombrio, ambos com aquela péssima sensação de algum observador. Sebastian, antes de entrar na casa corre os olhos á sua volta, para ter a certeza de sua segurança e de sua namorada.
-Sara, tinhas razão, não me sinto bem ao entrar aqui.
-E eu Sebastian, sinto um misto entre curiosidade e medo. A curiosidade trouxe o medo consigo hoje.
Continuam o caminho, não tão curto e nem longo do portão até a casa sombria. O silêncio reina. Chegam a casa e Sebastian, com muita cautela abre a porta e estranha o fato de ter sido tão fácil abri-la. Sara olha para o andar de cima, vê um vulto, pensa que é apenas fruto do seu medo – e imaginação -. Entram na casa com medo, ali era tudo estranho, móveis da época dos engenhos, porém nada destruído ou arruinado parecia que alguém cuidava do local, e ali morava. Agora sim se arrepiaram, como um local velho assim, sem ninguém poderia estar bem conservado?
Um pouco de poeira, que fez Sara espirrar, uma escadaria á frente do saguão, chão de madeira e bem polido, a direita uma bela sala de jantar, com um quadro de uma jovem moça, pintado à óleo, belos traços, um colar de pérolas, cabelo preso em um bem feito coque, vestido púrpura e uma doce expressão. Sebastian hipnotisa-se com tamanha beleza. Ao teto, um belo lustre, de prata e cristais. Ninguém diria que naquela casa, sombria, haveria tão belos móveis e esculturas, e o mais duvidoso, estavam bem conservados. A direita havia uma sala de estar, nobre como todo o resto, com uma lareira, um piano de cauda e um sofá de três lugares, uma mesa ao centro de tudo com uma pequena caixa, nenhum dos dois teve coragem de abri-la.
Subiram as escadas, juntos e com medo do que mais poderiam encontrar, alguns degraus rangiam, chegam ao segundo piso, de madeira como o outro. Um espaço grande e bem dividido, um tapete vermelho ao centro, papel de parede, algumas portas, resolveram abri-las, com medo Sara abre uma das portas que dá em um quarto e para sua surpresa, o quarto está em um estado oposto aos encontrado no andam de baixo, está imundo, arruinado pelo tempo, empoeirado, mesmo assim, a moça entra, e abre o guarda-roupa, encontra belos vestidos, em perfeito estado. Sara sente-se confusa, e vai atrás de Sebastian.
O qual se encontra no banheiro de mármore, do quarto ao lado.
-Sebastian, o que tu tens?
-Nada Sara, não posso mais observar meu reflexo no espelho?
-Perdão, mas estavas estranho.
Continuam a visita pela estranha casa, percebem que todo o segundo andar está mal conservado, temem que algo aconteça.
Sara vê que seu namorado não está normal, ela nada comenta, mas fica atenta a qualquer coisa suspeita. Ainda falta a eles o sótão, local mais temido. Procuram à entrada, Sebastian grita.
-Sara!
-Sebastian, onde estás?
-No sótão Sara, corra, saia daqui!
quarta-feira, 28 de março de 2007
Continuará ...
Não se sabe como nem por que, afinal ninguém ousava entrar na mansão. Mas o fato é que, todos que por ali passavam sentiam um arrepio pela sua espinha. Não foi diferente com Sara - ela -,apesar de não acreditar nas estórias, pode sentir o mistério da casa. Algo ali não era normal. Aquela atmosfera fria e sombria, tão ou mais sombria quanto sua pedra preferida. Ela que se deixa levar pela curiosidade não resiste.- A casa a segue -Passado algum tempo Sara decide comunicar seu namorado,Sebastian, o ocorrido.
-Sara,tu estas louca? Agora vai se deixar levar por essas estórias bobas?É apenas estória pra botar medo.
-Este é o problema Sebastian, não me deixo levar por pouca coisa, e agora foi diferente, eu senti.Não sossego até descobrir o que há por trás de tudo aquilo.
-Se é assim,vamos lá em uma semana. Talvez tu te acalmes um pouco.
O tempo passa, e no decorrer dele,Sara passa todos os dias em frente a casa, cada vez mais sombria, e agora era como se já chamasse por seu nome.
O perdão
Não quero ser assim, eu tento o meu melhor, eu faço por vocês. Não é bom.
Suficiente.
Tu sabias que és parte do nada da minha vida? Ah legal, eu também não. Não há nada que possa fazer parte de minha vida.
Eu os amo.
Egoísmo
Eu queria saber por onde começar, e quais belas palavras poderia acrescentar em meu simples pedido de desculpa. Não, eu não quero entrar, se isso for incomodar. Não, eu não participarei, se isso vos incomoda.
Arrependimento
Assim, eu me vejo perdida, e arrependida, podeis perdoar? É algo que sai do - eu - coração. Alma? É, pode-se dizer que sim, eu mudaria tudo por vocês. Por vocês, que não escutam meu silencioso choro - quando o sol cai -, que não vêem minha bela dor na amizade, e meu caloroso e doloroso olhar - a qualquer um que me ame -,pois nada posso fazer além de pedir desculpas, perdoar e recomeçar. Recomeço.
Novamente
Sempre uso esta palavra, mas nunca recomecei, é hora de fazê-lo, por vocês, e a vocês minhas sinceras desculpas.
Amor
domingo, 18 de março de 2007
Largue de ser estúpida
Eu me odeio não sei dizer ao certo em que quantidade, mas me odeio, por favor me dê 15 quilos a menos. Obrigada. Eu vou conseguir, chega de falsas promessas, agora está escrito, agora não é apenas mais dito, agora será diferente. Eu estou pronta para morrer, vamos até o final do ano, e começamos a nos tratar, já vimos este filme antes. Eu cansei de comer e correr ao banheiro, eu cansei de engordar, cansei de chorar. É culpa sua.
As outras são tão mais magras, tão mais lindas e eu só tenho gordura.
O espelho não mente.
Agora amiga, nós voltaremos a ser uma só.Para não fracassar.
quarta-feira, 14 de março de 2007
Mudar
Agora.
Até que se acabe.
54 praticamente até que chegue aos 48 como era. Como era.
terça-feira, 13 de março de 2007
Os não vivos e as não palavras
Ela fez novamente, com o mesmo intuito, desta vez ela pediu aos não presentes e não vivos que a ajudassem, poderiam eles cuidar da pequena estupidez da garota?
Enfim, não era essa a intenção do post. Ah, uma nova paixão: Lya Luft, tão perfeita quanto Cecília Meireles. Também não era sobre isso que queria retratar. Porque tenho passagens tão felizes durante o dia, mas não posso - em verdade não consigo - relatá-las. É estranho, como todo o resto, e não canso de falar nisto. É tudo estranho, pois aquele detalhe chato se sobressai, aquela garota estúpida e manhosa se sobressai. Por quê? É estúpida, e pessoas estúpidas conseguem sempre o que querem: chamarem a atenção, em outras palavras, irritar.
Plágio é crime. Amém.
E diz que tem personalidade. Palavras são palavras, formas são formas. Mas ambas juntas nos dão uma coisa tão bela, é difícil conseguir, a alguns nem tanto, mas copiar é fácil.
Não me diga nada, tudo que ouvirá de mim a partir de agora é veneno, e tome cuidado. Eu não sou, e nem me faço ignorante, pois eu tenho personalidade e não sou uma coisinha feia e apagada como tu.
Eu faço a diferença. Eu vou pro lado contrário, de preferência ao lado contrário. Eu "nado contra a maré" - não quero usar esta apelação, mas já foi escrita -, eu sou aquela exceção que tu sonha em ser e nunca consegue. Ah, fica em sonho, eu tenho argumentos, eu tenho fundamentos, o que digo tem bases sólidas. E tu, que fizeste hoje?
Ah, sua maquiagem borrou? Que pena o texto de Cruz e Souza que eu estava lendo, não borrou.
Se tu não sabes, não discuta comigo. E saiba que um dia toda essa base espessa em seu rosto escorrerá. E como sempre, tu não terás argumentações sólidas.
E é culpa de quem? Acha que vai ter de quem copiar?
segunda-feira, 12 de março de 2007
O que seria dela sem comer?
E não comer.
Quando ela percebe que acaba, vai ao lugar de sempre. É normal, é automático. Liga, pede aos céus que ninguém escute, sabe o quão doloroso pode ser. E começa. Naquela tenebrosa batalha contra seu próprio eu. O espelho a condena, todas as manhãs, tardes e noites, porém, não se deixa passar despercebido. Ela sempre para para odiar seu reflexo. A busca do novo eu.
Perfeição inexacta.
Ela realmente consegue na terceira, e depois não para. Cansa. Até perceber que não consegue mais, ou até consegue, mas não quer. Pois cansa.
E assim será. Um amontoado de dias, ela sabe que uma hora acaba, e não tem medo desta tal hora. Que chegue.
Mas não chega e ela cansa. Senta em baixo daquela água, e implora para qualquer coisa para não cometer a mesma estupidez de outra hora.
Ali ela permanece, em seu atormentado espelho.
Ali presa, até que escute:
Perfeição.
sexta-feira, 9 de março de 2007
A não salvadora
Não há como discutir algo que não se tem uma base sólida. religião meus caros, se não há como provar, não devemos falar sobre.
Dias estressantes por causa de tal assunto. Família, irresponsável, sem amor, sem confiança.
Esse mundo ainda acabará comigo.
Não posso - infelizmente - levar o mundo nas costas, não posso salvar a natureza. Não posso também resolver o aquecimento global, o jeito é me contentar em fazer uma pequena parte.
Ao alcance de minhas mãos e minha enorme ignorância.
Ah, um dia tu entende.
segunda-feira, 5 de março de 2007
Trabalhos de escola
E com a guerra o ser humano (desprezível ser) descobriu a facilidade de obter o poder. Ah, matar e ter é tão fácil certo? Não.
Ao menos não para quem perde nesta sangrenta batalha diária.
Todos os dias - há tempos isto acontece-, lemos e vemos em nossos jornais atrocidades da raça para a própria raça. Assim passaram-se fatos e fatos, datas, revoluções e duas -sim duas- enormes guerras mundiais. O ser humano,ao menos a maioria desta raça,cansou disto e aqueles com mais senso puderam perceber o quão necessário era a
Harmonia entre os povos, não importava a descendência, religião; a harmonia é necessária. Assim em 10 de Dezembro de 1948,a ONU
Criou o DUDH – Declaração Universal dos Direitos humanos. Esta declaração foi lançada alguns poucos anos após a segunda guerra mundial.Podemos então afirmar que,as bombas atômicas foram o grande acontecimento para a criação do DUDH.A atrocidade chegou ao seu limite.
Considerando,considerando e considerando.Por que apenas consideram?Não é como se não vivessem tais coisas.Concordo em todo com o segundo parágrafo tal que minha pequena história fala sobre ele.Agora há varias coisas neste ‘preâmbulo’ que não concordo,e cá comigo algo ali se contradiz.Ora,este DUDH foi bom,claro,ótimo –acho eu- só não gosto do fato de ser a Onu quem o fez, não pela ONU mas pelo país que a governa EUA. Não foi o mesmo que jogou as bombas no Japão?E agora nos vem falar de paz.Ah minha cara ONU,não se contradiga. Também não gosto das partes em que se fala :’considerando que os povos das nações unidas proclamam’,os povos das nações unidas? Mas estes direitos não visam em especial o bem dos povos pobres e subdesenvolvidos?Então por que motivo afinal estes povos não participam da ‘ONU’? E por que ela fala com tanta soberania. Ah,perdão sei que não posso criticar em todo,esta organização faz muito bem. Mas em algumas partes,se considera tão acima das demais. Aliás,não a ONUim os EUA.
“ Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os orgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efetivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição”
Agora,o que digo sobre este parágrafo? Amém?Não sei,não entendo,ah quão boa esta declaração é.Excelente se todos soubessem dela.Se todos os povos,citados e todos os órgãos mencionados fizessem o necessário para tal declaração prevalecer.Ah como seria bom se tudo o que estes direitos humanos nos falam fosse cumprido e entendido por todos os povos. Mas onde está o povo?Nos EUA?
Até escreveria artigo por artigo, mas certamente ninguém compreenderá isto nem ao menos vos parece um trabalho e sim um texto jornalístico, não consegui me conter ao apontar defeitos estúpidos nesta declaração. Volto a dizer,eu a compreendo muito bem e gostaria que todos os demais cidadãos também.É uma lástima que isto não aconteça,pois se todos os povos soubessem de seus direitos,que em alguns artigos parecem mais obrigações –não se pode chamar de deveres- o mundo não estaria deste jeito,não consigo pensar nem em uma palavra para descrever.A validade prática destes direitos se perdeu.Em meio a ignorância e falta de informação dos povos.Parece-me que apenas o povo americano sabe de tal declaração.Se ela é questionável? Claro, e muito, alguns artigos parecem de inteiro interesse dos povos desenvolvidos. Pelo que vivo, poderia dizer que estes artigos são belos, em teoria, pois muito pouco vejo a prática de tal. É tão fácil compreender e tão complicado praticar,digo como crítica construtiva,Levemos esta declaração a frente,até onde não querem que chegue.Afinal o governo gosta mesmo é deste povo ignorante,mudemos isto,façamos com que as pessoas saibam e pratiquem esta idéia.Assim talvez o mundo possa ser um pouco menos tenebroso de se viver.Se é que até lá teremos um mundo ainda.
Volto aqui, a dizer que nem tudo aí declarado é de todo o mal. Há coisas excelentes,mas afinal,o que é bom não exige críticas.Então não achei necessárias de minha parte.Acho que várias coisas estão perfeitas,o único problema é que está apenas no papel.Ativemos a prática.
sexta-feira, 2 de março de 2007
Para ela
Eu paro em seu olhar
Lágrimas começam a se formar
Nada posso fazer
E não devo me calar
Neste misto de desespero e amor
Tristeza
Solidão
Eu me pergunto o que acontece em seu interior e exterior -não entendo-
Seus olhos são tão profundos pra mim.
Seu corpo fino
Tanto mistério envolvido em uma única peça
Espectro
És tu minha querida
A quem peço todos os dias
És tu minha criança quem coloca lágrimas em meus olhos e palavras em minha boca
És assim
Em ti
Para mim
Velarei para sempre o seu
Eu a amo,deves saber.
Pois não quero tristeza em seus olhos.
Não quero que fraquejes o corpo
Não quero que fracasses
Como eu fiz um dia
Não desista pois pelo meu contrário tens alguém
A mim, não importa onde
É só chamar
Eu sempre irei ouvi-la
És minha única criança
Vá e seja feliz
faz tudo aquilo que não pude
Faz certo aquilo que errei
Não me siga
Escute-me e faz o contrário
Entenda-me assim um dia não me será
O que mais quero ver
Que tu não me sejas
Não leia é chato
Bem, pelo visto não sabem, sinto muito se são tão ignorantes a ponto de fazer e falar o que fazem/falam.
Eu não me suporto mais, que existência mais patética é essa minha? Comer e estudar, nada mais. De nada me vale o resto, se é que terei um resto. Não suporto nem o que escrevo mais. Não suporto ninguém, acho que nunca suportei, sorte sua se fostes bom para mim. Ah,destes eu não esqueço. Eu perdoo, mas não esqueço, o que me falam fica guardado na memória, cuidado ao reavivá-las, tu sairás machucado, somente. Afinal, eu sou bem forte, sentimentos bons em mim? Claro, sou humana, mas não boa. Não me tomem como querida, é o melhor pra ti. Preste atenção nos gestos nunca na fala. Vai ver eu sou esse mistério, como todos os outros.
Repito repito e repito.
quinta-feira, 1 de março de 2007
Monólogos

O limite que nos foi dado não bastou, eu quebrei, tu quebraste e assim desviamos nossos sentimentos a algum lugar onde não se pode escutar nem falar.
Morte ao diálogo, olá monólogo.
Este último temos praticado frequentemente, ensaiando desculpas e discussões. Qual será o próximo assunto?
Devemos saber, e vivemos com um pé atrás, caso nosso monólogo não funcione neste novo encontro.
Só falta que tu me mate. Aliás, nem isto lhe falta, não vês o que está fazendo?
Não apenas ferindo a mim, com tão delicadas palavras, mas a todos que a amam ou ao menos suportam. Por que fazemos isso conosco minha querida?
A marionete, suas mãos, é o que há, o que nunca será.
Compreenda, não escute, veja, sinta.
É o que peço, talvez assim, um dia sejamos as novas velhas melhores amigas do sem fim.
