terça-feira, 19 de junho de 2007

Saudades do Rio Grande

Uma caixa de lembranças.Vermelha com detalhes dourados, perfeita. Essa era a descrição de sua caixa de lembranças, na qual ela trazia seus melhores e piores dias, talvez pelo simples fato de não poder lembrar de tudo sua caixa não era tão completa, mas continuava sendo perfeita pois trazia pequenos fragmentos de sua breve história. Talvez à garota, esta fosse sua melhor lembrança - a caixa -, ela passara por bons bocados desde que nascera, fugia de casa, incendiava formigueiros e era castigada por isso, afinal fazia por merecer. Ela brincava como todas as outras crianças fosse de casinha, boneca ou professora, ela teve algo normal nesta sua vida além de shows e noites cansativas. Ela abre a caixa e pega um pequeno rolo de filme, coloca-o no projetor e vê uma pequena menina, brincando de professora, ensinando aos seus ursinhos a arte de falar. O filme corre e ela percebe o quão rápido o tempo passa, a pequena garota agora já é um pouco maior, anda de salto, e compreende a vida. Agora ela está mais velha e sonha em ser arqueóloga, a garota já crescida imagina como era bom ser pequena e saber exatamente o que fazer, saber exatamente o que falar nas horas em que deveria calar. Como era bom passar tardes imaginando figuras nas nuvens ou simplesmente comer o pão recem saído do forno de sua avó. Como era bom ir à casa de sua avó logo de manhã e passar o dia com ela. Como era bom fingir que a velha máquina de costura era uma nave espacial ou então que era realmente uma super modelo. Era maravilhoso mesmo, quando as férias escolares chegavam, os olhos da pequena garota brilhavam pois ela tinha certeza que veria sua avó paterna sob o belo céu azul do sul, e comeria suas bolachas, faria macarrão e todas estas coisas típicas de avó. O filme continua rodando e ela encontra em suas lembranças um pequeno travesseiro roxo que sua avó havia feito para ela, mas este não era apenas lembrança, era real e ela poderia tocá-lo todas as vezes em que sentia saudade. O filme corre e ela encontra a vez em que perdeu sua querida do sul, que lhe contava histórias sobre guerra, que a fazia os mais deliciosos doces e carinhos e que a fazia sorrir, que a levava para a piscina e passava com ela as mais carinhosas tardes e a embalava durante a noite.
A garota já crescida sente saudade deste tempo e pede para imaginar figuras nas nuvens mais uma vez, naquele imenso céu azul do Rio grande.
Ela realmente sente saudade dos belos pampas do Rio grande...

3 comentários:

Anônimo disse...

Woah, a saudade!
A falta.
A lembrança.
A dor.
E o amor...

Texto perfeito.

Anônimo disse...

é... Me ajude a descobrir quem é.. rsrsrs

A vaidade é o meu pecado favorito...;D

=**

Unknown disse...

texto perfeito [2]

saudades do rio grande [2]

te amo sua colorada linda xP

(L)