quinta-feira, 28 de junho de 2007

Desabafo a minha Holly

Acho que este foi o abaixar da bandeira.
Eu serei a eterna Holly e garotos são apenas garotos, eu cansei da maioria deles, de ir e vir. Não há nada sério entre ninguém e isso me cansa, de imaginar como seria, e nunca é.
A eterna Holly subordinada a espécie. Agora eu busco a eterna paz com a Holly em mim, e faço parte da tradição dos pentáculos. A poesia e a arte são meu ar, minha água e a minha vida - Meu Einhorn -. Ele também me matará ao final da trama?
Eu não quero mais passar uma noite fora, não quero mais ser uma garotinha mimada, eu não quero mais sofrer e ser pressionada. Eu quero poder desenhar e costurar o que é meu.
Eu sou a Holly. E ninguém pode encostar em mim, sou mais forte do que tudo, mas será que sou tão forte para aguentar a mim mesma?
Eu não quero filhos, não quero famílias, não quero nada. Eu quero ser um espectro!
Mãe, você jura que terá um tempo no sábado para mim?
E você, jura que amará a Holly em mim?
Eu juro que viverei uma trama dramática, pela minha Holly.

[ Eu tenho problemas, para escrever desta forma, não é possível ._. ]

quarta-feira, 27 de junho de 2007

A grande falta

[ Isso não é nada agradável. Eu realmente achei que um dia, alguém se importaria com o que eu escrevia. Da alma ao nada. ]

I

Não é interessante estar desinteressada em tudo, alheia ao mundo. Livre demais para poder viver tranquilamente, perdendo meus melhores amigos e sentindo muita falta deles. Eu não sei se provoquei isso, mas agora isso me provoca e realmente, invoca algo de que eu não gosto.
Passei mais um dia medíocre, a única coisa boa de hoje foi ler Camões. Como já citei, mais um dia, medíocre e divertido como todos os demais, porém triste, eu não sei o que há mas não é bom. Meus olhos estavam cheios de água o dia todo e eu não chorei. Sou desumana demais para isso. Eu me sinto tão triste e não consigo demonstrar nada, muito menos fazer planos, eu não sei o que o futuro espera de mim, mas eu no momento não espero futuro algum.
Eu olho um reflexo ao espelho e percebo que eu sou o espelho, mas o que sou eu para ele? Apenas uma imagem distorcida de uma típica urbana, que não pode ser lenda.
Eu não compreendo este período, e tive muitos iguais, a psicologia que conheço não admite que eu assim me sinta, mas é um fato, eu estou diferente. Eu sou diferente.
Uma imagem distorcida de si mesma.
Isso não sai dos meus pensamentos, e eu ainda não consigo chorar.
Não posso distinguir o certo do errado, é tudo igual e tão desigual. Mas eles não possuem uma imagem distorcida ao espelho.
Eu sinto tanta falta dos meus amigos.

II
Enquanto não tinha nada para pensar ou fazer resolvi me auto analizar. Eu tenho perfil de uma psicopata ou talvez uma serial Killer.
Foi estranho chegar a esta conclusão, mas é a real.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Ame conheça perdoe

Amar conhecer e perdoar.
Foram estas as palavras que me motivaram a escrever hoje, amar pelo fato de que, eu não conheço a maioria dos amores deste mundo, conheço apenas dois: "amor família" e "amor amigo", os quais comandam minha vida. Posso nunca ter tido vontade de ter o amor paixão ou qualquer outra forma do verbo amar, mas os únicos que conheço fazem minha vida melhor, fazem-na o que é do sempre ao infinito. Sim, eu sei que o infinito pode não existir quando tratamos de verbos, mas quando se ama incondicionalmente, não é importante o que há e muito menos o que não há. Existe apenas a felicidade pelo amor e acredita-se ser para sempre - onde a morte separa e o tempo não cura-.
Conhecer, pois quando conhecemos é porque amamos, respeitamos e compreendemos. Quem conhece ama, eu amo meus pais e sei com quem andam e o que fazem, eles sabem o que faço e com quem ando. Eu me conheço o suficiente para dizer: eu tenho amor. É necessário compreender os desejos de seu melhor amigo, para não magoá-lo por talvez não acreditar em tal desejo, não dizer nada amargo aos ouvidos do sonhador.
É necessário perdoar pois somos humanos e erramos, não uma, mas centenas de vezes. Arriscaria dizer várias vezes ao dia, afinal quem nunca andou de ônibus e não cedeu seu lugar a alguma pessoa idosa ou alguma gestante. Isso é errar e para todo erro é necessário o perdão. Há erros leves e pecados, é preciso saber como lidar com ambos, pois um dia seus filhos errarão e tu pecarás. Eu errei e não soube me perdoar.
Quando se ama se conhece e se perdoa. Se não conhece, não é possível perdoar. Como poderei saber se seu erro foi grave se não o conheço?
Quando não se perdoa, perde-se um pouco do amor, da compaixão e da própria compreensão.
Agora eu gostaria de implantar uma nova campanha para um mundo não tão cruel:
" Ame, conheça e perdoe"

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Equilíbrio

Quanto tempo sem escrever, e tive boas idéias neste meio período, confesso.
O paganismo tem ocupado boa parte do meu tempo, e meu time do coração perdeu o jogo mais importante do ano. De que me valeu a semana afinal? Agora sem mais demoras, vamos ao tão necessitado texto.

O corpo em equilíbrio com a mente, é o que todo ser humano busca e o que somente uma pequena parcela encontra - atinge -. Eu busco este equilíbrio tão necessitado, e o busco da mais bela e pura forma possível, o meu âmago implora pela natureza e eu imploro por vida - por buscar demais a morte -.
Minha agenda é enfeitada demais, ela não é equilibrada, há datas importantes; sejam elas comemorativas, provas, trabalhos, amores, passado e futuro. O que desejas encontrar? Diga-me o dia e o mês, posso assegurar a ti que em minha agenda estará marcada sua tão esperada data.
O meu equilíbrio é a lua.
Eu sinceramente gostaria de dormir fora de casa, ou talvez deixar a janela aberta ao dormir, e senti-la em meus sonhos, sentir a leve brisa em meu rosto. Dizer ao mundo o quanto a amo e o quanto ela diz a mim. Ela pode me descrever o mundo sem falar, não pense que sou louca, mas a natureza me compreende muito mais do que qualquer ser humano - com exceção talvez à minha psicóloga, aliás, minha conversa desta semana com ela foi ótima -. Eu poderia passar o ano reescrevendo aqui minhas observações sobre a lua, eu gostaria de demonstrar aos outros todas as suas fases e todas as suas canções. Tão grandioso astro que comanda corações, pulsos, respirações profundas e que arranca suspiros de apaixonados. Que comanda o bem, o mal. Que o faz efêmero ou curado, um feliz deprimido. Lua que vive de contradições. Minhas contradições, minhas lutas e minhas utopias. Meus ritos, seus mitos e a nossa história.
Quem nunca viveu para a lua?

terça-feira, 19 de junho de 2007

Saudades do Rio Grande

Uma caixa de lembranças.Vermelha com detalhes dourados, perfeita. Essa era a descrição de sua caixa de lembranças, na qual ela trazia seus melhores e piores dias, talvez pelo simples fato de não poder lembrar de tudo sua caixa não era tão completa, mas continuava sendo perfeita pois trazia pequenos fragmentos de sua breve história. Talvez à garota, esta fosse sua melhor lembrança - a caixa -, ela passara por bons bocados desde que nascera, fugia de casa, incendiava formigueiros e era castigada por isso, afinal fazia por merecer. Ela brincava como todas as outras crianças fosse de casinha, boneca ou professora, ela teve algo normal nesta sua vida além de shows e noites cansativas. Ela abre a caixa e pega um pequeno rolo de filme, coloca-o no projetor e vê uma pequena menina, brincando de professora, ensinando aos seus ursinhos a arte de falar. O filme corre e ela percebe o quão rápido o tempo passa, a pequena garota agora já é um pouco maior, anda de salto, e compreende a vida. Agora ela está mais velha e sonha em ser arqueóloga, a garota já crescida imagina como era bom ser pequena e saber exatamente o que fazer, saber exatamente o que falar nas horas em que deveria calar. Como era bom passar tardes imaginando figuras nas nuvens ou simplesmente comer o pão recem saído do forno de sua avó. Como era bom ir à casa de sua avó logo de manhã e passar o dia com ela. Como era bom fingir que a velha máquina de costura era uma nave espacial ou então que era realmente uma super modelo. Era maravilhoso mesmo, quando as férias escolares chegavam, os olhos da pequena garota brilhavam pois ela tinha certeza que veria sua avó paterna sob o belo céu azul do sul, e comeria suas bolachas, faria macarrão e todas estas coisas típicas de avó. O filme continua rodando e ela encontra em suas lembranças um pequeno travesseiro roxo que sua avó havia feito para ela, mas este não era apenas lembrança, era real e ela poderia tocá-lo todas as vezes em que sentia saudade. O filme corre e ela encontra a vez em que perdeu sua querida do sul, que lhe contava histórias sobre guerra, que a fazia os mais deliciosos doces e carinhos e que a fazia sorrir, que a levava para a piscina e passava com ela as mais carinhosas tardes e a embalava durante a noite.
A garota já crescida sente saudade deste tempo e pede para imaginar figuras nas nuvens mais uma vez, naquele imenso céu azul do Rio grande.
Ela realmente sente saudade dos belos pampas do Rio grande...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Fraca memória

Nossas melhores idéias adormecem todos os dias, percebi isto ontem à noite. Estava tentando dormir e tive uma excelente idéia, não consigo recordar qual era, mas o fato é que tive uma brilhante idéia. Por que temos que ter idéias boas quando não podemos transcrevê-las ao papel?
Excelentes livros e gigantescas obras arquitetônicas teriam sido feitos se, todas as pessoas tivessem algo conectado à sua mente quando não tinham nenhum papel por perto. Sempre quero escrever ou desenhar quando não posso e nos lugares mais improváveis, é um mal secreto, gostar do perigo. Quem nunca sonhou em construir uma ponte para ter o prazer de derrubá-la? Ou talvez escrever um livro com a intenção de queimar todos os exemplares, todos, nem ao menos deixar o original para contar história - literalmente -. E após a queima guardar as cinzas com a intenção de alguém futuramente escrever algo sobre esse episódio. Ou talvez para que isso seja notícia de notícia, minha fértil imaginação já trabalha:
“Louca queima todos os exemplares de seu próprio livro" ou “Tivemos a chance de ler um dos melhores livros de nossa época, mas ela os queimou, a todos". Como se mata o amor eu mataria livros pelo simples prazer de ter a informação toda para mim, pela aventura de tê-la, por não poder tê-la.
Mas enquanto não posso (e não devo) fazer isto devo me contentar a ter excelentes idéias para frases, textos, obras arquitetônicas e simples traços, e não poder lembrar de nenhum deles.
Sou humana e como tal, tenho lapsos de memória. Eu gostaria de lembrar em que pensei ontem à noite.

sábado, 16 de junho de 2007

O sonho

A estrada mantém o sonho vivo. Se tu não sonha, não vive e não enxerga nenhum horizonte, o velho horizonte de uma mesma estrada, que constrói os mais diversos sonhos. O sonho é importante, constroi o futuro, alimenta a alma desumana, o sonho mantém a estrada viva e a estrada lhe mostrará novas pessoas, outros dramas, velhas vidas e o mesmo horizonte, tão certo e duvidoso, a mesma morte para todo ser, basta ser vivo e ter pecados. Aqueles com os quais nunca se sonhou. Basta de estradas, vamos aos sonhos; tão incomuns e individuais, sonhos não são comunitários então, por quê o futuro seria? Tu sonha o seu, o futuro é meu. Tu faz parte do meu sonho, eu sou sua utopia. Precisamos desistir de alguns sonhos e deixar de construir estradas pois, uma hora o sonho não será tão bom, a idéia não será tão lógica e a fantasia não se tornará realidade. Gostamos de algo e nos é necessário outro - alguém -,os sonhos nos revelam o âmago da alma, os desejos íntimos de cada indivíduo, talvez estes, construam o mundo e destruam o horizonte.
às vezes, desistimos de sonhos, é necessário. A mim a arte da vida nunca será tão boa quanto a arte de descrevê-la.

domingo, 3 de junho de 2007

Tu nunca és

[Comentário]
Não compreendo porque nunca saio deste assunto, mas eu não suporto mais ser gorda e não consigo parar.
[Sem mais comentários]
O não entendimento bate à porta:
- Seu ódio, o prazer é seu; posso entrar?
Tu não sabes o que dizer então permite que a sua metade medíocre prevaleça.
-Entre, eu sou você afinal... ou você sou eu?
Assim sucedem-se dias, tardes e noites, com mentiras, festas, um trago aqui, um copinho ali.
Nada lhe faz mal, você não enxergaria mesmo, seu lado medíocre ganha força.
A cada não que sai da tua boca, a cada palavra não verdadeira, a cada pensamento mau-dirigido.
Tu queres ser para sempre assim? Ou melhor, para sempre não, afinal, nada é para sempre e o fim chega bem antes das suas expectativas de vida fracassadas.
- Prazer, eu sou seu fim, posso entrar?
Talvez não haja mais lugar para ele, já bateram em sua porta todas as coisas ruins do "mundo" tu como ser não-pensante (e medíocre, ou mediano se preferir), aceitou todos estes não-valores.
Agora há espaço em seu lar para o fim? E para o começo, já houve um dia?
Nós somos continuações, nunca somos ou seremos nós próprios. Viemos de pais, mães, avós, sobrenomes e famílias. O que eles fizeram um dia talvez, tenha consequências em ti, em seus filhos.
São ramos e ossos do ofício. É o belo tempo de consequências, sempre foi. Nós nunca somos solitários, nem para pensar, não pensar ou escrever. Há sempre algo atormentando, calando e fazendo-lhe feliz, talvez.
Tu não és, eu não sou, ninguém é. Somos todos ramos interligados pela estupidez desumana.

sábado, 2 de junho de 2007

Garota LV

Por que afinal, meu melhor dia tem que ser o pior?Ganhei um lindo relógio novo da Louis Vuitton, com o monograma colorido (interno), pulseira marrom, ele é grande... bem mais bonito que o meu amarelo e simples - também da Louis Vuitton -, cheguei a conclusão que sou viciada na grife.O pior pois minha mãe disse que engordei muito, e pra ajudar, fiquei com raiva e comi como uma porca - acredite, boas 10.000 ckal-, tudo bem. Dietas já é o novo projecto.Ah que vida dramática, chamem-me agora de garota propaganda gorda da Louis Vuitton.