quinta-feira, 19 de abril de 2007

Finalmente,analogia

Analogia:

1. Ponto de semelhança entre coisas diferentes; 2. Semelhança, similitude, parecença;
Analogia diária, em termos matemáticos, em termos lingüísticos. Convivemos com a analogia, entretanto, sabemos que vivemos com/a tal analogia?
Aliás, essas perguntas vêm a mim, sei o significado literal de analogia: semelhança entre coisas diferentes. Mas apenas isso sei, e entendi que não tenho idéia do que seja analogia, poderia pesquisar nestes sites de fácil busca, porém conseguiria eu e meu lento pensamento entender tal palavra?
A - Semelhança entre duas coisas de origens distintas; então queijo com goiabada é uma analogia? Coisas um tanto quanto absurdas passam por minha cabeça sem lógica,
meu rosto demonstra a curiosidade humana. E claro, aquele ar indiscutível que não se pode nada entender. Continuando meu não-raciocínio, acho que se analogias são coisas diferentes em origem, devem completar-se. Assim nos diz o “povel”: coisas/personalidades opostas se atraem a física também nos diz isso, corpos com cargas opostas se atraem então a analogia é algo em que encontramos cargas opostas, seria a analogia algo perfeito? Ou qualquer expressão que chegue perto de demonstrar meu não-pensamento? A analogia é algo de semelhante entre coisas diferentes, se é algo semelhante, essas coisas irão ter uma boa ligação/um bom relacionamento?É meu não-pensamento é mais atrapalhado do que a palavra analogia. Cada indivíduo que tire suas conclusões e boa sorte, pois eu não consegui tirar as minhas.

Dê-me um nome


Perdão pelos versos mal pensados e pelas palavras mal ditas
Eu não vos quis um dia
Eu não vos pedi compreensão
Eu calei e quando me viraram as costas, eu chorei.
Tirei aquilo que não queria
Tudo o que me deram
Ao amor e ao ódio brindemos
Devolvam meu nome – eu vos peço agora,sem voz -
Aquele que não tive ou se perdeu em algum copo
Aquele pelo qual nunca fui chamada
Aquele nome...
Dê-me o nome, escreva-o na lápide.
Aqui jaz alguém cujo nome não pode ser lembrado
Aqui jaz alguma alma perdida pelas tentativas de acertar
Aqui jaz alguém com medo de acreditar
Aqui jaz alguém que sabe o que há depois
Aqui jaz a pessoa que nunca vos falou por medo
E agora, levará com ela o segredo de não viver
De amar pelo ódio e se encontrar na dor
Aqui jaz qualquer uma
Cujo nome nós perdemos
E não queremos lembrar

Tudo o que tu buscas...
É a vida
É o amor

(De quem não ama
de quem não ama
dos que não são)

É o poder
É a felicidade
(Para aqueles que se foram
por aquele que chora
aquele que chora
pelo outro que implora)

É o pão de cada dia
É o sorriso da amada
É a alegria,por se ter esperança

(Que se perde em cada esquina
que se esquece a cada cama
que se apaga toda manhã
que não sorri,e nunca lembra)
Não amar
Não odiar
Apenas viver...

(Com o velho medo de arriscar
com a coragem do homem já adulto
aquele que comete adultério
que não compreende
e já não sorri,pois não sabe o que busca)

Para que e para quem (?)


terça-feira, 10 de abril de 2007

Contradições

E grandes garotas não choram.
Mentira, estas grandes garotas, que tem o mundo em suas mãos choram, e muito, mais até do que as garotas no sendo comum, mas grandes garotas não permitem que o mundo saiba de sua dor e seu choro, pois elas o fazem em silêncio. Aos olhos do normal, tudo bem, elas são poderosas - grandes garotas -, pessoas poderosas não podem ser normais e devem se apresentar como heróis, pois a humanidade precisa de heróis e heroínas para viver, espelhar-se e aprender como não chorar.
Mas não se é possível não chorar, podemos esconder o choro, pensando bem não podemos por isso não somos heróis e sim pessoas comuns.
Parabéns a grande garota que leva o mundo nas mãos, à ela minha admiração, pois aguentar a poluição, guerra e sofrimento sem demonstrar sentimentos, é uma tarefa das mais temidas, e heróis conseguem isto.
[Ao comum]
Todos querem se tornar grandes, grandes querem se tornar comuns, grandes garotas pedem grandes garotos. E estes existem? nenhuma grande garota teve tempo de procurar um grande garoto e se apaixonar por ele. Então não é legal ser uma grande garota em um mundo de contradições. O que é preciso para ser grande? E garota?

domingo, 8 de abril de 2007

A confusão

Há muitas idéias aqui, por isso não consigo escrever, o problema é a sobrecarga delas, não entendam como preguiça apenas como confusão no plano do pensamento, não consigo organizá-las. Quando conseguir, escreverei, o máximo possível.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Sentir-se assim

Estar presa não é questão de escolha, eu não quero estar presa a esta imagem tão feia, incompleta e nojenta. Não olhe para mim, saiba que nunca vai conseguir entender, o que passa aqui - no corpo -,é mais complexo do que qualquer coisa irreal que você pensa, vive e sente.
Venha para mim, por qualquer caminho que não goste de trilhar, não me encontre cheia, eu não suporto assim me olhar. O espelho mente, é certo, então venha, mas demore para chegar, eu não quero me apresentar assim, eu quero que você goste um pouco de mim, um pouco - como nunca ninguém disse antes -.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Não, não é certo e o cabelo dela nunca está perfeito. Amiga, sabe aquele garoto? Então, ele ainda está com aquela garota, ela não é certa, sabe não é amiga. Não foi falado, nada pode ser dito, mas tudo foi pensado, e agora escrito.
Grifem no texto o que nunca fizeram e encontrem aí um amor proibido. Um dor melhores amores que se pode ter, proibido, incerto e duvidoso, que se torna divertido, o melhor e ambicioso.
Pensemos em algo melhor, a garota não merece amar, mas acontece, até com as piores pessoas, pode ter chegado à hora dela. A hora errada, com a pessoa certa, e ao meio disso a namorada estrambelhada.
Pode ser uma paixãozinha, dessas que não se consegue em qualquer conversa, nem na primeira ida à cama, mas com o convívio ambicioso de quem vive todo dia um drama.
O drama de quem gosta sem falar, que olha e age sem pensar. E por não pensar, um dia sentirá toda conseqüência de quem por gostar ficou na incerteza.
O não ter atrai mais do que estar livre, quem se importa com o estar desimpedido? O importante é gostar do ser querido, é ter algo pra comentar futuramente, quando estiver naquela tarde de tédio eminente, sem nada a fazer onde então, surge a conversa: lembra de quando almejava me ter?
Assim poderá ser nada pode impedir, compromissos não são eternos, à vontade, essa não. E continuará para sempre, desde que haja ambição.

sexta-feira, 30 de março de 2007

Continuação [1]

E finalmente chega o dia de visitar a casa.
Sebastian ao anoitecer, passa na casa de sua amada, ela por sua vez, anciosa e nervosa, por não saber o que vai acontecer, pede ao namorado cautela.
-Sara, verás que não há nada ali.
-Não Sebastian, tu verás que há algo ali.
-Tanto faz Sara, vamos logo, chega deste diálogo sem sentido algum.

Vão a pé, e no decorrer do caminho, tem um péssimo sentimento. O tempo não está amigável, relampejos no céu, neblina.
Sara aterroriza-se com tal coisa, mas seu namorado tenta acalma-la, em vão, ela sabe que algo irá acontecer e não errará.
Chegam ao local, tudo normal, sombrio como sempre. Sebastian abre o portão e entra, sente um arrepio em sua espinha dorsal, Sara percebe, mas nada fala. Pé ante pé os dois entram no terreno sombrio, ambos com aquela péssima sensação de algum observador. Sebastian, antes de entrar na casa corre os olhos á sua volta, para ter a certeza de sua segurança e de sua namorada.
-Sara, tinhas razão, não me sinto bem ao entrar aqui.
-E eu Sebastian, sinto um misto entre curiosidade e medo. A curiosidade trouxe o medo consigo hoje.
Continuam o caminho, não tão curto e nem longo do portão até a casa sombria. O silêncio reina. Chegam a casa e Sebastian, com muita cautela abre a porta e estranha o fato de ter sido tão fácil abri-la. Sara olha para o andar de cima, vê um vulto, pensa que é apenas fruto do seu medo – e imaginação -. Entram na casa com medo, ali era tudo estranho, móveis da época dos engenhos, porém nada destruído ou arruinado parecia que alguém cuidava do local, e ali morava. Agora sim se arrepiaram, como um local velho assim, sem ninguém poderia estar bem conservado?
Um pouco de poeira, que fez Sara espirrar, uma escadaria á frente do saguão, chão de madeira e bem polido, a direita uma bela sala de jantar, com um quadro de uma jovem moça, pintado à óleo, belos traços, um colar de pérolas, cabelo preso em um bem feito coque, vestido púrpura e uma doce expressão. Sebastian hipnotisa-se com tamanha beleza. Ao teto, um belo lustre, de prata e cristais. Ninguém diria que naquela casa, sombria, haveria tão belos móveis e esculturas, e o mais duvidoso, estavam bem conservados. A direita havia uma sala de estar, nobre como todo o resto, com uma lareira, um piano de cauda e um sofá de três lugares, uma mesa ao centro de tudo com uma pequena caixa, nenhum dos dois teve coragem de abri-la.
Subiram as escadas, juntos e com medo do que mais poderiam encontrar, alguns degraus rangiam, chegam ao segundo piso, de madeira como o outro. Um espaço grande e bem dividido, um tapete vermelho ao centro, papel de parede, algumas portas, resolveram abri-las, com medo Sara abre uma das portas que dá em um quarto e para sua surpresa, o quarto está em um estado oposto aos encontrado no andam de baixo, está imundo, arruinado pelo tempo, empoeirado, mesmo assim, a moça entra, e abre o guarda-roupa, encontra belos vestidos, em perfeito estado. Sara sente-se confusa, e vai atrás de Sebastian.
O qual se encontra no banheiro de mármore, do quarto ao lado.
-Sebastian, o que tu tens?
-Nada Sara, não posso mais observar meu reflexo no espelho?
-Perdão, mas estavas estranho.
Continuam a visita pela estranha casa, percebem que todo o segundo andar está mal conservado, temem que algo aconteça.
Sara vê que seu namorado não está normal, ela nada comenta, mas fica atenta a qualquer coisa suspeita. Ainda falta a eles o sótão, local mais temido. Procuram à entrada, Sebastian grita.
-Sara!
-Sebastian, onde estás?
-No sótão Sara, corra, saia daqui!


quarta-feira, 28 de março de 2007

Continuará ...

Ele se foi, como o sol. Ela não percebeu o quanto sentiria falta. A lua chegou, naquela noite tudo era - ao menos parecia - normal.As mesmas palmeiras, o mesmo mar agitado. O mesmo barulho das ondas batendo nas mesmas pedras, as quais ela amava. Era o que a deixava feliz, deitar ali ao som do mar, para observar a bela lua. Dádiva áquela ilha. A mais bela paisagem com um tom mais somrio ainda.Pois apesar de todo o belo, ainda havia a mansão. Uma velha casa, do tempo dos engenhos, sobre a qual se escutavam as mais pavorosas estórias de assombrações, apesar da muita idade, a casa parecia ainda viva.
Não se sabe como nem por que, afinal ninguém ousava entrar na mansão. Mas o fato é que, todos que por ali passavam sentiam um arrepio pela sua espinha. Não foi diferente com Sara - ela -,apesar de não acreditar nas estórias, pode sentir o mistério da casa. Algo ali não era normal. Aquela atmosfera fria e sombria, tão ou mais sombria quanto sua pedra preferida. Ela que se deixa levar pela curiosidade não resiste.- A casa a segue -Passado algum tempo Sara decide comunicar seu namorado,Sebastian, o ocorrido.
-Sara,tu estas louca? Agora vai se deixar levar por essas estórias bobas?É apenas estória pra botar medo.
-Este é o problema Sebastian, não me deixo levar por pouca coisa, e agora foi diferente, eu senti.Não sossego até descobrir o que há por trás de tudo aquilo.
-Se é assim,vamos lá em uma semana. Talvez tu te acalmes um pouco.

O tempo passa, e no decorrer dele,Sara passa todos os dias em frente a casa, cada vez mais sombria, e agora era como se já chamasse por seu nome.

O perdão

Chega de mesmice, nós sabemos nosso limite? Não, eu não sei, talvez vocês -outros,variantes de mim- saibam. Eu não encontro. Sou egoísta, chata, a ponto de não suportar mais me olhar no espelho, tudo bem que o próprio espelho nunca gostou muito de mim, vou contar um segredo, um segredo meu e do senhor espelho, ele me escondeu a verdade, ele me aprisionou ali. Mas a verdade abriu meus olhos, e mostrou a mim - mera mortal,um pedaço do nada - parte da realidade, parte apenas, que me fez pior, como ser.
Não quero ser assim, eu tento o meu melhor, eu faço por vocês. Não é bom.

Suficiente.

Tu sabias que és parte do nada da minha vida? Ah legal, eu também não. Não há nada que possa fazer parte de minha vida.
Eu os amo.

Egoísmo

Eu queria saber por onde começar, e quais belas palavras poderia acrescentar em meu simples pedido de desculpa. Não, eu não quero entrar, se isso for incomodar. Não, eu não participarei, se isso vos incomoda.

Arrependimento

Assim, eu me vejo perdida, e arrependida, podeis perdoar? É algo que sai do - eu - coração. Alma? É, pode-se dizer que sim, eu mudaria tudo por vocês. Por vocês, que não escutam meu silencioso choro - quando o sol cai -, que não vêem minha bela dor na amizade, e meu caloroso e doloroso olhar - a qualquer um que me ame -,pois nada posso fazer além de pedir desculpas, perdoar e recomeçar. Recomeço.

Novamente

Sempre uso esta palavra, mas nunca recomecei, é hora de fazê-lo, por vocês, e a vocês minhas sinceras desculpas.

Amor