quarta-feira, 5 de março de 2008

Tempo

Eu odeio quando o tempo para e não dá a menor explicação quando some.
Ele houvera antes que eu me conhecesse, e há tempos fora bom comigo.
Não adiantara e não morrera por mim. Apenas continuava parado cumprindo sua obrigação – que não era nada além de estar ali -.
Quem é? E por que vem atrás de todos nós? A pergunta sem resposta é digna de um momento filosófico.
E todos os momentos com alguém são dignos de serem lembrados, mas e quando não se sabe quem é o alguém referido na linha acima? E quando se tem dúvida?
Que o tempo não me procure, eu serei ingrata.

sábado, 1 de março de 2008

Nuvem

Eram como almas pulando em um abismo, moviam-se rapidamente - como um atleta se prepara para o pulo-, e em segundos se perdiam, umas nas outras. Não estavam pulando para o abraço fraterno do céu, estavam perdidas em suas próprias limitações: subir, formar e cair.
E quando chegar o meu fim, essas também serão as minhas limitações ou eu poderei dar a vida a algum animal ou planta? Eu poderia ser diferente durante muito tempo.
Mas a máquina de volta no tempo ainda não foi criada logo, sou diferente enquanto há tempo.
Essa é a incerteza do outro lado do abismo.