quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Parte indefesa

Eu não lembro exatamente o que vi hoje, muito menos as fórmulas e datas que eram necessárias para alguma prova em um trimestre perdido.Eu não lembro qual hora era ou aula, professor muito menos a minha sala.
Eu apenas escutei: parte indefesa.
Isso era exatamente o que eu senti durante o período de uma noite, a parte indefesa.
Eu era uma criança recem nascida desesperada pelo seio materno, o soldado em guerra esperando sua munição acabar eu era a dama de vermelho em meio a um seminário e até mesmo a bruxa queimada pela inquisição.
Eu fora tudo isso.
A parte indefesa do sistema imunológico. Como podemos sentir tanta coisa em apenas duas palavras? Esquecendo de tudo,desligando-se, acabando com o aprisionamento de sentimentos, renovando algo antigo, sentindo algo novo.
Assim nos tornamos a parte indefesa de nós mesmos por algumas horas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Novo ano

Se o invento amenizar a impaciência que sinto, eu inventaria uma máquina do tempo para voltar apenas um ano, talvez avançar;
Como se o espaço não existisse tudo se resume a mim e mim mesma. Os pensamentos soam altos e distantes, separados por cidades e apenas alguns metros. O pensamento nunca está ao lado e caso ali se fizesse presente eu não ficaria tão impaciente quanto agora.
O passado cultivou idéias magníficas que hoje não se concretizam como o planejado, ainda há o tempo para tudo amadurecer. Uma coisa amadureceu neste tempo de idéia não concretizada:a amizade. Como ela pode ser magnífica na falta de algo ou na sobra, assim como no equilíbrio.
Eu percebi que o ano poderia ser a maior merda social em um espaço específico com um círculo talvez grande demais de 'colegas'.
Amigos são poucos e são os bons, a esses eu digo: Amo.