quarta-feira, 5 de março de 2008

Tempo

Eu odeio quando o tempo para e não dá a menor explicação quando some.
Ele houvera antes que eu me conhecesse, e há tempos fora bom comigo.
Não adiantara e não morrera por mim. Apenas continuava parado cumprindo sua obrigação – que não era nada além de estar ali -.
Quem é? E por que vem atrás de todos nós? A pergunta sem resposta é digna de um momento filosófico.
E todos os momentos com alguém são dignos de serem lembrados, mas e quando não se sabe quem é o alguém referido na linha acima? E quando se tem dúvida?
Que o tempo não me procure, eu serei ingrata.

sábado, 1 de março de 2008

Nuvem

Eram como almas pulando em um abismo, moviam-se rapidamente - como um atleta se prepara para o pulo-, e em segundos se perdiam, umas nas outras. Não estavam pulando para o abraço fraterno do céu, estavam perdidas em suas próprias limitações: subir, formar e cair.
E quando chegar o meu fim, essas também serão as minhas limitações ou eu poderei dar a vida a algum animal ou planta? Eu poderia ser diferente durante muito tempo.
Mas a máquina de volta no tempo ainda não foi criada logo, sou diferente enquanto há tempo.
Essa é a incerteza do outro lado do abismo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Parte indefesa

Eu não lembro exatamente o que vi hoje, muito menos as fórmulas e datas que eram necessárias para alguma prova em um trimestre perdido.Eu não lembro qual hora era ou aula, professor muito menos a minha sala.
Eu apenas escutei: parte indefesa.
Isso era exatamente o que eu senti durante o período de uma noite, a parte indefesa.
Eu era uma criança recem nascida desesperada pelo seio materno, o soldado em guerra esperando sua munição acabar eu era a dama de vermelho em meio a um seminário e até mesmo a bruxa queimada pela inquisição.
Eu fora tudo isso.
A parte indefesa do sistema imunológico. Como podemos sentir tanta coisa em apenas duas palavras? Esquecendo de tudo,desligando-se, acabando com o aprisionamento de sentimentos, renovando algo antigo, sentindo algo novo.
Assim nos tornamos a parte indefesa de nós mesmos por algumas horas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Novo ano

Se o invento amenizar a impaciência que sinto, eu inventaria uma máquina do tempo para voltar apenas um ano, talvez avançar;
Como se o espaço não existisse tudo se resume a mim e mim mesma. Os pensamentos soam altos e distantes, separados por cidades e apenas alguns metros. O pensamento nunca está ao lado e caso ali se fizesse presente eu não ficaria tão impaciente quanto agora.
O passado cultivou idéias magníficas que hoje não se concretizam como o planejado, ainda há o tempo para tudo amadurecer. Uma coisa amadureceu neste tempo de idéia não concretizada:a amizade. Como ela pode ser magnífica na falta de algo ou na sobra, assim como no equilíbrio.
Eu percebi que o ano poderia ser a maior merda social em um espaço específico com um círculo talvez grande demais de 'colegas'.
Amigos são poucos e são os bons, a esses eu digo: Amo.