quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dedicado ao que não é.

Sempre achei o poder das palavras indiscutível,mas devo admitir que de um tempo pra cá as coisas parecem mais complicadas do que jamais sonhei. Bons momentos não são representados apenas em palavras, que saem de nossa boca e perdem-se no ar, bons momentos são registrados em fotos, que eu vejo e me trazem a lembrança de algo que eu jurei que jamais acabaria. Hoje percebo: acabou, não por falta de insistência de minha parte, mas por falta de lealdade de todas as pessoas que comigo também juraram.
Sempre gostei de reminiscências, mas estas me trazem a solidão.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.E lastimava, ignorante, a falta.Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência.A ausência é um estar em mim.E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência assimilada,ninguém a rouba mais de mim.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Algumas vezes as coisas não fazem sentido pois não há quem dê sentido a elas.Eu realmente me esforço todos os dias para ser sempre a melhor de mim e dar o melhor de mim à quem precise,sempre me colocando em segundo lugar para o bem de alguém que eu considero importante,o único problema é que,até hoje,eu não me perguntei se essas pessoas me consideram importante.Talvez elas queiram o meu pior e eu estou ali,ao lado delas,posso estar até fazendo e falando bobagem,contando em detalhes minha vida à alguém que quer meu mal.
A falta de reconhecimento nos faz cair em um deprimente anonimato,algo que me deixa tão incompleta mesmo tendo todos os pontos para ser feliz.Honestamente,a liberdade não me fez tão bem,eu fui solta demais,livre demais e agora,solitária demais.Eu me sinto livre de você,apesar de todo o amor.
E é isto que incomoda,eu me sinto livre pra buscar mesmo tendo tanto amor.Não é cruel o destino?
Talvez tudo se encaixe naquela frase: "isso é amor e é de amor que se morre".

quarta-feira, 8 de abril de 2009

When I love you a little less than before

às vezes eu sinto que aquilo está guardado como todo o resto que lhe pertence.Nem sempre uma imagem vale mais que mil palavras.

[Você pode não sentir nada que seu coração não quer sentir,eu não posso te dizer uma coisa que não é real]

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sacrificar-se

Quem, em prol da sua boa reputação, não se sacrificou já uma vez - a si próprio?
Friedrich Nietzsche

Não há dúvidas de que esta é uma frase de impacto e é com esta que modifico alguns atos de minha vida.Quem nunca quis salvar-se dos outros e esqueceu de si mesmo?Todos fazemos isso pois somos seres sociais e necessitamos da compreensão e aceitação do próximo para vivermos.
Talvez seja por isso mesmo que não sou tão sociável assim,porque eu simplesmente gosto de mim,da minha maneira,e não sou tão maleável a ponto de abrir mão de minha personalidade estranha criada ao longo dos anos para tornar-me um ser social qualquer como todos os que passam pelas ruas sem nome.Alguns podem até dizer: "estúpida","ignorante",entre outros...eu prefiro esperta.Várias pessoas passam por nossas vidas,vão-se e nunca mais ligam ou mandam um e-mail,por quê então eu mudaria por cada pessoa que passou em minha vida?Fato que muitas pessoas ao meu redor fazem,mudar faz parte do nosso ciclo,óbvio ululante,entretanto,há mudanças permanentes e temporárias que nos fazem bem,assim como há mudanças permanentes influenciadas pelos nossos colegas de meio ano que vão-se pra não mais voltar.Vale a pena carregar a característica de alguém volátil para sempre?Sacrificar-se é melhor que manter-se o mesmo?

terça-feira, 31 de março de 2009

Talvez esta,não mereça um título

O que eu realmente queria era escrever algo útil a mim mesma,afinal,há tempos não penso em mim para escrever e isso é algo que me faz tremendamente bem.Por ser a primeira postagem do ano devo fazer as óbvias observações sobre metas a cumprir.Iniciei 2009 "com o pé direito",possuo tudo aquilo que é vital a mim,espero assim terminar este ano e os próximos.
Sem mais observações por hora. Que venha UFPR;
haha'

quarta-feira, 5 de março de 2008

Tempo

Eu odeio quando o tempo para e não dá a menor explicação quando some.
Ele houvera antes que eu me conhecesse, e há tempos fora bom comigo.
Não adiantara e não morrera por mim. Apenas continuava parado cumprindo sua obrigação – que não era nada além de estar ali -.
Quem é? E por que vem atrás de todos nós? A pergunta sem resposta é digna de um momento filosófico.
E todos os momentos com alguém são dignos de serem lembrados, mas e quando não se sabe quem é o alguém referido na linha acima? E quando se tem dúvida?
Que o tempo não me procure, eu serei ingrata.

sábado, 1 de março de 2008

Nuvem

Eram como almas pulando em um abismo, moviam-se rapidamente - como um atleta se prepara para o pulo-, e em segundos se perdiam, umas nas outras. Não estavam pulando para o abraço fraterno do céu, estavam perdidas em suas próprias limitações: subir, formar e cair.
E quando chegar o meu fim, essas também serão as minhas limitações ou eu poderei dar a vida a algum animal ou planta? Eu poderia ser diferente durante muito tempo.
Mas a máquina de volta no tempo ainda não foi criada logo, sou diferente enquanto há tempo.
Essa é a incerteza do outro lado do abismo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Parte indefesa

Eu não lembro exatamente o que vi hoje, muito menos as fórmulas e datas que eram necessárias para alguma prova em um trimestre perdido.Eu não lembro qual hora era ou aula, professor muito menos a minha sala.
Eu apenas escutei: parte indefesa.
Isso era exatamente o que eu senti durante o período de uma noite, a parte indefesa.
Eu era uma criança recem nascida desesperada pelo seio materno, o soldado em guerra esperando sua munição acabar eu era a dama de vermelho em meio a um seminário e até mesmo a bruxa queimada pela inquisição.
Eu fora tudo isso.
A parte indefesa do sistema imunológico. Como podemos sentir tanta coisa em apenas duas palavras? Esquecendo de tudo,desligando-se, acabando com o aprisionamento de sentimentos, renovando algo antigo, sentindo algo novo.
Assim nos tornamos a parte indefesa de nós mesmos por algumas horas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Novo ano

Se o invento amenizar a impaciência que sinto, eu inventaria uma máquina do tempo para voltar apenas um ano, talvez avançar;
Como se o espaço não existisse tudo se resume a mim e mim mesma. Os pensamentos soam altos e distantes, separados por cidades e apenas alguns metros. O pensamento nunca está ao lado e caso ali se fizesse presente eu não ficaria tão impaciente quanto agora.
O passado cultivou idéias magníficas que hoje não se concretizam como o planejado, ainda há o tempo para tudo amadurecer. Uma coisa amadureceu neste tempo de idéia não concretizada:a amizade. Como ela pode ser magnífica na falta de algo ou na sobra, assim como no equilíbrio.
Eu percebi que o ano poderia ser a maior merda social em um espaço específico com um círculo talvez grande demais de 'colegas'.
Amigos são poucos e são os bons, a esses eu digo: Amo.